Altice Portugal “congratula-se por finalmente o regulamento do 5G ver a luz do dia”

No rescaldo da apresentação do regulamento final do leilão do 5G, a Altice Portugal "congratula-se" por o documento ver "finalmente" a "luz do dia". Está a analisar as regras para decidir o que fazer.

A Altice Portugal “congratula-se por finalmente o regulamento do leilão 5G ver a luz do dia”. A reação foi enviada ao ECO depois de conhecida a versão final do documento, aprovada na sexta-feira passada pela Anacom.

No rescaldo da apresentação das regras que vão definir o leilão de frequências para a quinta geração de rede móvel em Portugal, e que eram esperadas há vários meses pelo setor, a empresa liderada por Alexandre Fonseca destaca que vai agora “proceder à devida análise do regulamento”. “Oportunamente, falaremos sobre o tema”, assegura.

Porém, a dona da Meo vai mais além: “Não podemos deixar de assinalar a publicação deste regulamento acontecer depois de termos vindo a público exigir uma atitude responsável e que algo acontecesse nesta matéria”, afirma fonte oficial do grupo de telecomunicações. Em causa, um evento com jornalistas na segunda-feira, em que o presidente executivo da empresa, Alexandre Fonseca, teceu duras críticas à Anacom e disse “basta” quanto à espera pelo lançamento do leilão.

Não podemos deixar de assinalar a publicação deste regulamento acontecer depois de termos vindo a público exigir uma atitude responsável e que algo acontecesse nesta matéria.

Fonte oficial da Altice Portugal

A posição da Altice Portugal surge minutos depois de a concorrente Nos, liderada por Miguel Almeida, ter dito ao ECO que vai avançar para tribunal e recorrer também à Comissão Europeia para tentar “travar” o regulamento do 5G, que considera ser “ilegal”. A operadora fez incidir também os holofotes sobre o Governo, considerando que o Ministério das Infraestruturas teve uma “posição incompreensível” por não ter “chamado a si” este processo.

A Anacom apresentou esta quinta-feira o regulamento final do leilão do 5G, tendo introduzido diversas alterações face à proposta de fevereiro, para ter em conta o impacto da pandemia e algumas das exigências do setor.

Entre as novidades está a imposição de obrigações de cobertura para novos entrantes, que poderão ter acesso à rede das demais operadoras por dez anos, mas não beneficiando do desconto de 25% que estava previsto, mantendo, contudo, a reserva de espetro. Os preços de reserva do leilão mantiveram-se inalterados.

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