Cerca de 900 mil dos contadores de luz enviam leituras remotas

  • Lusa
  • 5 Novembro 2020

30% dos contadores de luz inteligentes instalados até agora estão a enviar leituras remotas, evitando assim o uso de estimativas, diz a ERSE.

Cerca de 30% dos três milhões de contadores de luz inteligentes instalados até agora (metade do total de contadores) estão a enviar leituras remotas, segundo a ERSE, evitando o uso de estimativas a aproximadamente 900.000 clientes em baixa tensão.

“Neste momento existem cerca de três milhões de contadores inteligentes instalados, o que corresponde a 50% do total”, disse à Lusa a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Daqueles três milhões, cerca de 30% (900.000) “estão já acessíveis remotamente, nomeadamente o serviço básico de leitura remota mensal, evitando com isso o uso de estimativas”, avançou o regulador da energia.

A instalação de contadores inteligentes aplica-se aos consumidores de eletricidade em baixa tensão – com potência contratada até 41,4 quilovoltampere (kVA), que se destina tipicamente a clientes residenciais, lojas, escritórios e pequenas empresas – e, segundo a ERSE, decorre em ritmos diferentes nos vários operadores de redes de distribuição no país.

Porém, a “mera instalação de contadores inteligentes não traz muitas alterações para o consumidor”, explicou a entidade.

Para que os clientes deixem de ter de comunicar as leituras dos seus contadores, é necessário integrar os novos contadores em sistemas de comunicação e tratamento de dados dos operadores.

“Em 2019, a ERSE, com o Regulamento dos Serviços das Redes Inteligentes de Distribuição de Energia Elétrica (RSRI), regulamentou os serviços a prestar pelos operadores no domínio das redes inteligentes e espera-se que, durante o ano de 2021, os desenvolvimentos dos sistemas internos dos operadores permitam iniciar a concretização desses serviços dum modo mais alargado”, apontou.

Segundo a entidade reguladora, o plano de substituição de contadores da E-REDES (antiga EDP Distribuição) – que começou em 2015 – envolve todo o território nacional, “mas, como os consumidores se concentram mais nas áreas metropolitanas, o esforço de substituição será maior aí”.

No caso das regiões autónomas, “a substituição iniciou-se através de pequenos projetos-piloto, quer nos Açores quer na Madeira, e os operadores estão a avaliar a forma de implementação generalizada destes contadores”, tendo já sido iniciado o processo de instalação na ilha de Porto Santo, na Madeira, acrescentou.

Já acerca das cooperativas elétricas, que representam, no conjunto, cerca de 30 mil clientes, o regulador disse que “uma parte já concluiu a instalação e outra tem o processo em curso ou ainda por iniciar”.

A ERSE lembrou que a substituição dos contadores é um “processo complexo”, que requer informação ao consumidor, e, frequentemente, a sua presença em casa para dar acesso ao equipamento.

No passado, disse, o ritmo normal de substituição de contadores era de cerca de 300 mil por ano, porém, atualmente, a substituição está a processar-se a um ritmo superior a 600 mil contadores por ano.

“Em diversos países europeus, a substituição de contadores alargou-se por alguns anos, o que permite otimizar as equipas de instalação, o processo de aquisição e a progressiva integração dos novos equipamentos nos processos comerciais dos operadores”, referiu.

A E-REDES, empresa do grupo EDP que mudou de nome por imposição da ERSE, anunciou que a partir de 25 de outubro passado, todos os novos contadores a instalar seriam já inteligentes.

A partir de 01 de janeiro de 2027, todos os contadores de eletricidade do país têm de ser de nova geração e permitir leituras remotas, de acordo com uma portaria publicada em Diário da República, em 10 de setembro.

“Não existiu uma decisão de instalação generalizada de contadores inteligentes (‘roll out’), pelo que a sua implementação decorre das melhores práticas da indústria pelos operadores”, explicou a ERSE, que acredita que o ritmo atual de substituição e instalação de contadores inteligentes “permite que os prazos da lei sejam cumpridos”.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Cerca de 900 mil dos contadores de luz enviam leituras remotas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião