Vacina e Biden fazem bolsas europeias disparar mais de 5%

As bolsas do Velho Continente estão com ganhos acentuados esta segunda-feira, depois de ter sido anunciado que a vacina experimental da Pfizer é 90% eficaz. Joe Biden continua a animar os mercados.

As bolsas europeias estão a disparar à boleia da vacina contra o coronavírus. Depois de a farmacêutica Pfizer anunciar que a vacina experimental contra a epidemia é 90% eficaz as praças europeias estão a apresentar valorizações superiores a 5%.

Por Lisboa, o PSI-20 está a avançar 4,07% para 4,205.32 pontos, naquela que é a maior subida desde 18 de maio. Entre as 18 cotadas nacionais, apenas a Novabase está no vermelho, e com uma desvalorização ligeira.

Nas praças do Velho Continente, o espanhol Ibex-35 soma 8,13% para 7,429.3 pontos, enquanto o francês CAC-40 valoriza 6,22% para 5,269.58 pontos. O alemão DAX ganha 5,81% para 13,204.76 pontos, assim como o italiano FTSE que sobe 5,3% para 6,223.36 pontos. O principal índice de referência, Stoxx-600, avança 4,48% para 382.80 pontos.

Esta tendência positiva também se nota no mercado petrolífero, com o preço do barril de petróleo a disparar. O barril de Brent, negociado em Londres e que serve de referência às importações nacionais, está a valorizar 8,72% para 42,89 dólares, enquanto o WTI, negociado no Texas, avança 9,77% para 40,77 dólares.

Esta manhã, os ganhos tornaram-se mais acentuados um pouco por todo a Europa, depois de ter sido anunciado que a vacina experimental da Pfizer contra o coronavírus tem 90% de eficácia. “Hoje é um grande dia para a ciência e para a humanidade. O primeiro conjunto de resultados do nosso ensaio clínico de fase três da vacina da Covid-19 fornece evidências iniciais da capacidade da nossa vacina de prevenir” a doença, afirmou o CEO da farmacêutica norte-americana, Albert Bourla, citado pelo The Guardian.

Esta notícia “é muito importante porque valida a visão do mercado de que a economia e os lucros podem retomar o caminho de crescimento que tinham antes da crise” de coronavírus, diz Andrea Cicione, responsável de estratégia da TS Lombard, citada pela Reuters. “O maior impulsionador da perspetiva económica vem de fatores externos”, acrescenta o analista do ING, Carsten Brzeski.

Durante a sua campanha para as presidenciais, Donald Trump deu bastante destaque ao surgimento de uma vacina para breve. “Temos uma vacina a vir. Está pronta e vai ser anunciada dentro de semanas. O exército vai distribui-la”, disse o republicano, no debate contra Joe Biden, a 23 de outubro. Quando questionado se podia assegurar a chegada de uma vacina em semanas, Trump respondeu que não, mas que isso iria acontecer “até ao final do ano”.

Esta segunda-feira, depois do anúncio da Pfizer, Donald Trump já reagiu no Twitter. “Os mercados estão em alta, a vacina vai chegar em breve. Tem 90% de eficácia. São ótimas notícias”, escreveu.

A abertura dos mercados já tinha sido positiva, com a eleição de Joe Biden a continuar a animar os investidores. “Era cada vez mais evidente que Biden iria ganhar. Embora as autoridades dos EUA e os meios de comunicação tenham sido extremamente cautelosos e adiado a decisão até ao fim de semana, os mercados celebraram mais cedo, com as bolsas a recuperarem em todo o mundo e os portos seguros, incluindo o dólar americano, em queda livre“, diz a Ebury, numa nota enviada esta segunda-feira.

Nas próximas semanas, a Ebury antecipa que “a forma como os mercados cambiais vão digerir a combinação entre a vitória de Biden e um Senado que, tudo indica, continuará nas mãos dos Republicanos será determinante”, sendo “quase certo que as tensões comerciais irão relaxar”.

(Notícia atualizada às 13h59 com reação de Donald Trump)

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