EIOPA: Risco macro é o mais grave na indústria seguradora europeia

  • ECO Seguros
  • 11 Novembro 2020

Os "riscos macro" mantêm-se em nível máximo, no vermelho. A persistência do impacto global da pandemia intensificou-se com a segunda vaga da Covid-19 iniciada em vários países europeus.

A Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma (EIOPA, na sigla em inglês) atualizou o seu Painel de Risco para a indústria seguradora com base em dados do segundo trimestre de 2020 à luz do regime Solvência II, introduzido em 2016. De acordo com os resultados publicados no site do supervisor europeu, o relatório trimestral mostra que as exposições de risco do setor de seguros da União Europeia “diminuíram ligeiramente, em comparação com a avaliação de risco de julho”.

As seguradoras “estão particularmente expostas a níveis muito altos de risco macro”, com tendência ascendente nesta categoria, enquanto os “riscos de mercado, crédito, rentabilidade e solvência diminuíram para um nível médio”. No entanto, a presente avaliação de risco “não teve em consideração a eclosão da segunda vaga da pandemia”, ressalva a entidade europeia num comunicado.

No que diz respeito ao risco macro, as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) disponíveis no final de setembro apontam expectativa de queda mais forte no último trimestre de 2020 e primeiros sinais de recuperação para o segundo trimestre de 2021. Os efeitos da nova vaga da pandemia “podem desviar ainda mais o crescimento do PIB para baixo”, avisa a autoridade europeia.

PAINEL de RISCO, Outubro 2020 – EIOPA

Fonte: EIOPA. As notas ao Risk Dashboard explicam que os dados recolhidos junto das companhias referem-se ao 2º trimestre, enquanto os indicadores de mercado datam de setembro de 2020.

 

A estabilização dos mercados financeiros no final do terceiro trimestre de 2020 aliviou parcialmente a situação desafiadora para as seguradoras europeias: os indicadores de risco de mercado e crédito estabilizaram no final de setembro de 2020. A capacidade de crédito dos ativos nas carteiras das seguradoras está sob monitorização rigorosa. A perspetiva dessas categorias de risco “reflete as informações disponíveis até o terceiro trimestre de 2020”, explica a EIOPA acrescentando que os riscos de rendibilidade e solvência “diminuíram para nível médio”.

O rácio de capital de solvência (SCR) dos grupos seguradores melhorou ligeiramente do primeiro para o segundo trimestre de 2020, “mantendo-se em níveis inferiores aos do último trimestre de 2019. Todos os indicadores de rentabilidade semestral, que agora incluem os primeiros meses da crise COVID-19 e o seu impacto sobre os retornos financeiros, mostram os sinais esperados de deterioração”.

Os riscos de seguros permanecem a um “nível médio”, motivados por “preocupações gerais com a diminuição do crescimento dos prémios e, em alguns Estados-Membros, com a adequação das reservas”. Mais especificamente, o crescimento anual dos prémios de vida “apresenta uma deterioração significativa pelo segundo trimestre consecutivo”, indicando já um impacto negativo da covid-19, observa o relatório que acompanha o Risk Dashboard da EIOPA.

Embora as perceções do mercado exibam tendência decrescente, mantêm-se ainda “num nível médio. Desde junho de 2020, as ações de seguros de vida e não vida apresentaram desempenho superior ao do mercado. A mediana do índice preço / lucro dos grupos seguradores da amostra utilizada no painel (98 seguradoras) aumentou ligeiramente a dispersão em relação aos baixos níveis alcançados no primeiro semestre de 2020, refere ainda a entidade presidida por Gabriel Bernardino.

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