Linhas de crédito convertível a fundo perdido serão lançadas pelo Banco de Fomento no final do mês

O ministro da Economia garante que o Banco de Fomento "já está a funcionar", prevendo que dois novos produtos sejam colocados no mercado este mês.

Duas novas linhas de crédito, nas quais uma parte do valor poderá ser convertível a fundo perdido se houver manutenção dos postos de trabalho nas empresas, deverão ser disponibilizadas já este mês pelo Banco Português de Fomento, adiantou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

O banco de fomento “já está a funcionar e, espero que já este mês, dois novos produtos vão ser colocados no mercado”, reiterou o ministro, no podcast Política com Palavra, numa edição especial dedicada ao Orçamento do Estado 2021 e transmitida em direto no Facebook. As duas linhas de crédito têm como especificidade que uma parte do crédito pode ser convertido a fundo perdido se não tiverem feito despedimentos por razões económicas, explicou.

Estas linhas fazem parte dos novos apoios do Governo para as empresas, para responder à pandemia. Uma das linhas, de 750 milhões de euros, destina-se à indústria exportadora, um setor “muito crítico do ponto de vista estratégico”, reiterou Siza Vieira. Está prevista a possibilidade de conversão de 20% do crédito concedido em subsídio a fundo perdido, consoante a manutenção de postos de trabalho.

A outra linha de crédito foca-se nas “empresas de apoio a eventos”, como de organização de eventos culturais, festivos, desportivos ou corporativos. Em causa estão 50 milhões de euros, mas há, novamente, a possibilidade de converter 20% do crédito concedido em subsídio a fundo perdido caso as empresas mantenham o número de postos de trabalho.

Quanto à administração do Banco de Fomento, que arrancou sem estrutura e sem nova gestão, o ministro da Economia revelou que ainda estão à procura porque há “exigências especiais”, nomeadamente que os “perfis têm de ser profissionais com experiência no setor bancário”. “Estes processos demoram tempo”, reiterou Siza Vieira, garantindo que, a seu tempo, chegará a nova administração.

“Estamos mesmo a olhar para pessoas que são profissionais, têm experiencia no setor” e que garantem ao público e às empresas que o banco “será gerido da melhor forma para assegurar que riscos são bem controlados”.

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