TAP já tem plano para trazer vacinas da Covid. Prepara contentores refrigerados

Governo quer começar vacinação no país já em janeiro e vai dar a conhecer o plano de distribuição no próximo mês. A companhia aérea avança com parcerias para antecipar as necessidades de transporte.

Ainda não há vacina, mas já estão a ser desenhados os planos logísticos para a trazer para Portugal. O Governo quer que a primeira vacina contra a Covid-19 seja distribuída em janeiro e a TAP está a preparar o plano de transporte em contentores de refrigeração que cumpram as regras internacionais.

“A TAP está a garantir que tem as parcerias e meios necessários, como sejam a contratação atempada e em quantidade adequada dos contentores de temperatura controlada e vai estar preparada para responder às necessidades de transporte de vacinas contra a Covid-19, de acordo com os requisitos publicados recentemente pela IATA”, garantiu fonte oficial da empresa ao ECO.

A International Air Transport Association (IATA) divulgou esta semana diretrizes para assegurar que a aviação está pronta para lidar com o manuseio, transporte e distribuição da vacina contra a Covid-19, após um trabalho de avaliação que envolveu uma série de organizações de saúde internacionais. Alertou para os desafios de movimentar um material ultracongelado e recomendou a governos e privados que antecipem a operação logística que será “extremamente complexa”.

"A TAP está a garantir que tem as parcerias e meios necessários, como sejam a contratação atempada e em quantidade adequada dos contentores de temperatura controlada e vai estar preparada para responder às necessidades de transporte de vacinas contra a Covid-19.”

Fonte oficial da TAP

Entre as duas vacinas cujos testes têm mostrado resultados encorajadores, a da Pfizer e da BioNTech é a que precisa de temperaturas mais baixas: -70º C. Já a Moderna tem estabilidade garantida a temperaturas standard de refrigeração de -20º C. Além da questão da temperatura, a IATA alerta ainda para desafios como o espaço de armazenamento, aprovações regulatórias de transporte, gestão de fronteiras ou segurança contra roubos.

Para garantir que tem infraestruturas de temperatura controlada e que as restantes regras são cumpridas, “a TAP envolveu já as empresas suas parceiras em toda a cadeia logística para que, em termos de instalações, todos os requisitos sejam cumpridos”, diz a empresa. O transporte será feito pelo segmento de transporte de cargo, a TAP Air Cargo, que foi igualmente responsável por ir à China buscar ventiladores e outro material médico no início da pandemia.

A TAP transporta regularmente vacinas e outros produtos médicos em contentores pharma (temperatura controlada), cumprindo os mais rigorosos padrões de qualidade e garantindo a manutenção da temperatura interior dos mesmos. O nicho farmacêutico constitui uma fatia importante do negócio regular da TAP Air Cargo. Para estes produtos colocamos todo o nosso know-how de transporte, armazenamento e logística em geral ao serviço das autoridades, fornecedores e prestadores de serviços de saúde”, acrescenta.

"Estamos a planear onde armazenamos as vacinas, como é que as distribuímos pelo país se as colocamos em centros de saúde ou centros de vacinação, quem são os profissionais que vão administrar as vacinas, onde registamos a toma de vacinas, como se processa as várias tomas de vacinas.”

Marta Temido

Ministra da Saúde

Com os desenvolvimentos na investigação da vacina, vários governos estão já a antecipar os próximos passos para quando as doses estiveram prontas a administrar. O ECO questionou o Ministério da Saúde sobre o transporte aéreo e eventuais contratos com a TAP, mas não obteve resposta até à publicação deste artigo. No entanto, a ministra da Saúde Marta Temido revelou esta quarta-feira que o trabalho de preparação logística está a ser feito.

Temido anunciou que os portugueses vão conhecer o plano de distribuição no próximo mês. “Estamos a planear onde armazenamos as vacinas, como é que as distribuímos pelo país se as colocamos em centros de saúde ou centros de vacinação, quem são os profissionais que vão administrar as vacinas, onde registamos a toma de vacinas, como se processa as várias tomas de vacinas”, disse a ministra. “Este processo está a ser planeado os organismos técnicos estão a trabalhar com resguardo e tranquilidade e apresentarão publicamente aquilo que seja este planeamento num prazo relativamente curto, no início do mês de dezembro, o mais tardar”.

O Governo espera que as primeiras vacinas cheguem a Portugal em janeiro. Será a Direção Geral de Saúde (DGS) a fazer a definição de população alvo e grupos prioritários para a vacina contra a Covid-19, começando por critérios como idade ou morbilidades associadas, bem como atividade profissional (dando prioridade a profissionais de saúde, de serviços essenciais e eventualmente profissionais de serviços sociais), de acordo com a governante.

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