SNS perdeu 842 médicos desde o início da pandemia

  • ECO
  • 21 Novembro 2020

Salários "pouco atrativos" ou "as condições de trabalho" são alguns dos motivos que justificam estas saídas de médicos, mas sobretudo os atrasos que a pandemia provocou nos concursos de contratação.

Entre especialistas e internos, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) já perdeu 842 médicos desde o início da pandemia e até outubro, sendo que quase 500 entraram para a reforma, avança o Público. Contudo, apesar de as aposentações representarem a maior fatia destas saídas, não são a única razão.

De acordo com dados do Portal da Transparência do SNS, saíram do SNS por limite de idade ou reforma antecipada 476 médicos nos últimos oito meses. Os restantes serão médicos que acabaram o internato e acabaram por não ser contratados, ou que optaram por não ocupar as vagas abertas nos concursos ou que terão ido trabalhar para o privado ou para o estrangeiro, diz Mário Sardinha, médico responsável pela pesquisa no Sindicato Independente dos Médicos (SIM), em declarações àquele jornal.

Mas são vários os motivos para estas saídas, diz Mário Sardinha, tais como salários “pouco atrativos”, “as condições de trabalho” no SNS, o não querer “ir para longe da família” e preferir “ficar à espera do concurso do ano seguinte”. Por vezes os concursos também se atrasam e, enquanto não acontecem, vão saindo médicos. Foi isso que aconteceu este ano. Devido à pandemia, os concursos para contratar recém-especialistas atrasaram-se.

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