BRANDS' PESSOAS O que aprendemos em 2020 sobre nós, as empresas e o mundo?

  • PESSOAS + EY
  • 14 Dezembro 2020

Joana Gonçalves Rebelo, Manager EY, People Advisory Services, reflete sobre as aprendizagens alcançadas ao longo deste ano, uma enorme fonte de crescimento pessoal e da sociedade.

Nada faria prever que o ano de 2020 que, como tantos outros, começou calmo, iria trazer o turbilhão de acontecimentos e mudanças que, logo no início do primeiro trimestre, se viriam a verificar. Porém, como acontece na maioria das vezes, as grandes mudanças são também grandes oportunidades de crescimento e aprendizagem em diferentes vertentes. Ultrapassando as dores individuais, que durante esta fase se mostram verdadeiramente assimétricas, é altura de refletir sobre o que aprendemos sobre nós, sobre as empresas e sobre o mundo.

Uma das coisas que claramente aprendemos é que o mundo consegue ser ágil e adaptar-se rapidamente. Se não vejamos: poucos dias mediaram entre a declaração de pandemia e a altura em que o confinamento é decretado. Ainda assim, num tão curto espaço de tempo, conseguimos elaborar legislação específica, organizar hospitais, reorganizar a força de trabalho, colocar trabalhadores em teletrabalho, reavivar a telescola …. O que aprendemos? Aprendemos que quando é necessário conseguimos ser profundamente ágeis tomando decisões rápidas e com implementação efetiva em poucos dias, aliás como diria o ditado popular “a necessidade aguça o engenho”.

O mesmo se verificou nas organizações que, num espaço de dias, colocaram os colaboradores a trabalhar a partir de casa – quando esta vertente foi possível – fornecendo para tal PCs e, muitas vezes, cadeiras e todo o material necessário para criar um espaço de trabalho alternativo. Contrariando a imagem criada em algumas organizações, aprendemos que, mesmo não vendo fisicamente os nossos colaboradores, eles continuam a trabalhar e a produzir. Abrem-se assim as portas a uma nova lógica de pensar o trabalho.

Aprendemos que o digital é fundamental: empresas que já detinham uma pegada digital no mercado mais rapidamente conseguiram adaptar o seu modelo de negócio à nova realidade. Por outro lado, as empresas de menor pegada digital precisaram de um esforço adicional para conseguir ajustar o seu negócio, tendo por isso sofrido um impacto superior.

O bem-estar e a saúde dos colaboradores é também um fator de enorme relevância. A perceção dos trabalhadores e das organizações é agora fundamentalmente diferente face ao início do ano. A possibilidade de haver colaboradores doentes, ou em quarentena é passível de gerar níveis de stresse radicalmente diferentes dos anteriormente vistos. Tal fez com que as organizações apostassem cada vez mais em programas de bem-estar, quer através de auscultação efetiva aos colaboradores, quer através da criação direta de programas que melhorem os seus níveis de saúde física e mental.

E, por fim, sobre nós mesmos. Aprendemos que nos conseguimos adaptar. Conseguimos, com um esforço e sacrifício imenso, adaptar-nos trabalhando a partir da mesa de jantar, ajudar os filhos na telescola nos intervalos das reuniões, manter-nos conectados com os outros mesmo não os vendo ao vivo e ainda ser flexíveis sobre o modo como trabalhamos e gerimos as nossas vidas. Mais: apesar de não ser uma verdadeira adaptação, aprendemos também a ajustar a nossa visão de liberdade quando necessário, uma vez que na vigência dos vários períodos de confinamento não conseguimos estar com quem queremos, quando queremos e, mesmo assim, ajustamo-nos.

Assim, e encarando as dificuldades com espírito positivo, aprendemos que dos tempos difíceis podemos sempre retirar lições, ensinamentos e criar oportunidades para aprendermos mais sobre nós e sobre o mundo. São essas aprendizagens que levaremos connosco, e são uma enorme fonte de crescimento pessoal e da sociedade como um todo e que são fundamentais para o novo futuro que se avizinha.

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