Crédito ao consumo encolhe com menos financiamento automóvel

  • Ema Gil Pires
  • 15 Dezembro 2020

Embora o número de novos contratos de crédito ao consumo concedidos aos consumidores tenha sido superior ao registado em setembro, o montante contratado encolheu.

Outubro ficou marcado por um aumento do número de contratos de crédito ao consumo. No entanto, os dados divulgados pelo Banco de Portugal evidenciam que os bancos e financeiras concederam um valor mais baixo: um total de 534,94 milhões de euros, quebra explicada essencialmente com o menor financiamento para automóveis.

O valor contratualizado a propósito do crédito ao consumo, no mês de outubro, ficou aquém do referente ao mês de setembro, que tinha sido de 538,53 milhões de euros. Este foi o montante mais baixo verificado desde agosto do presente ano, que correspondia a 504,37 milhões de euros, apresentando uma quebra de 26,8% face ao mesmo mês do ano passado.

Esta é uma quebra que é consubstanciada por uma redução ao nível do crédito automóvel, à semelhança do que ocorreu em setembro. Efetivamente, ocorreu uma descida de 1,2% ao nível do montante disponibilizado para fins automóveis, o que corresponde a um total de 237 milhões de euros.

No entanto, apenas na aquisição de veículos usados ficou evidente essa tendência de quebra face ao mês anterior (-4,3%) no que toca ao montante contratualizado, com a modalidade de locação financeira ou ALD (Aluguer de Longa Duração) a apresentar, até, um crescimento significativo (16,4%). O montante associado à locação financeira ou ALD (Aluguer de Longa Duração) de veículos usados e à aquisição de veículos novos apresenta uma ligeira subida face ao mês de setembro (1,0% e 1,5%, respetivamente).

A respeito do crédito pessoal, identifica-se uma ligeira quebra no que toca ao montante contratualizado, que cai 1,4%, para os 206 milhões de euros. A concessão de outros créditos pessoais (como, a título de exemplo, os créditos consolidados) registou também uma ligeira quebra tanto ao nível do montante contratualizado (-2,1%), atingindo os 196,16 milhões de euros. Porém, o montante concedido para fins de Educação, Saúde, Energias Renováveis e Locação Financeira de Equipamentos sofreu um aumento significativo de 15,2%, face ao mês anterior.

Já no que toca aos cartões de crédito, os dados divulgados pelo Banco de Portugal evidenciam uma tendência de incremento, com o montante contratualizado a subir 2,4%, correspondentes a 91 milhões de euros, e com o número de novos contratos concedidos a subir 7,2%.

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