Prestação da casa desce em janeiro para contratos com Euribor a 3 e 6 meses

  • Lusa
  • 4 Janeiro 2021

Os clientes vão ver a sua prestação do crédito à habitação baixar em janeiro se tiverem contrato indexado à Euribor a três e seis. Taxas Euibor estão negativas desde 2015.

A prestação paga pelos clientes ao banco pelo crédito à habitação vai descer em janeiro nos contratos indexados à Euribor a três e seis meses face às últimas revisões, segundo a simulação Deco/Dinheiro&Direitos.

Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses e com um spread (a margem de lucro do banco) de 1%, paga a partir deste mês 447,54 euros, o que traduz uma descida de 19,71 euros face à última revisão em julho.

Já no caso de um empréstimo nas mesmas condições, mas indexado à Euribor a três meses, o cliente passa a pagar 446,29 euros, menos 3,09 euros do que começou a pagar na última revisão, em outubro.

Desde abril que milhares de famílias não estão a pagar o crédito à habitação, fazendo uso do decreto-lei do Governo que permite moratórias nos créditos à habitação por seis meses, com suspensão dos pagamentos das prestações (juros e capital) até 30 de setembro, prazo que, entretanto, foi estendido até 31 de março de 2021.

Um diploma entretanto publicado e com produção de efeitos a 01 de janeiro de 2021 veio permitir a adesão às moratórias até 31 de março, não podendo o período de aplicação das medidas exceder os nove meses contados da data de comunicação da adesão.

Este limite dos nove meses contempla eventuais períodos que já tenham estado cobertos por moratória.

As taxas Euribor são o principal indexante em Portugal nos contratos bancários que financiam a compra de casa. A Euribor a seis meses é a mais usada, seguida da taxa a três meses.

Em dezembro, a média da taxa Euribor a seis meses foi de -0,519% e a média da taxa a três meses de -0,538%.

As taxas Euribor estão em terreno negativo desde 2015 e a expectativa é que se mantenham negativas ou perto de 0% nos próximos anos devido sobretudo à política de estímulos monetários do Banco Central Europeu (BCE), o que tem impacto positivo nos créditos bancários, que estão mais baratos.

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