Vendas de carros caem, mas as da Porsche, Ferrari e Aston Martin aceleram

Mercado automóvel ressentiu-se dos efeitos da pandemia. Encolheu em um terço, com a maioria das marcas a registarem fortes quebras de vendas. Segmento de luxo contrariou a tendência.

Comprar carro novo? Em ano de pandemia, os portugueses retraíram-se. As vendas de automóveis encolheram em mais de um terço, com marcas mais conhecidas de todos a apresentarem quebras expressivas. Contudo, nem todas sofreram da mesma forma com o novo coronavírus. Prova disso foram os números apresentados por algumas fabricantes de veículos de luxo.

Segundo dados da ACAP, “no período de janeiro a dezembro de 2020, foram colocados em circulação 176.992 novos veículos, o que representou uma diminuição homóloga de 33,9%“, salienta a associação. Foi nos veículos ligeiros de passageiros que se registou a descida mais acentuada nas vendas do ano passado. Totalizaram 145.417 unidades, o que se traduziu numa variação negativa de 35% relativamente a período homólogo de 2019.

A Renault manteve a liderança nas vendas. É a marca que mais vende em Portugal há mais de duas décadas, mas não escapou a uma quebra expressiva. Vendeu 18.613 unidades, menos 35,8% face a 2019, ainda assim mais que a Peugeot e a Mercedes que completaram os lugares do “pódio”.

A marca da estrela teve uma das menores quebras entre as fabricantes com maior volume de vendas, com o total de veículos registados a encolher “apenas” 17%. Neste segmento premium, a BMW viu as vendas caírem 24,5%, enquanto a Audi registou uma quebra de 18,3%, enquanto a Land Rover fez melhor: vendas caíram apenas 2,6%.

São resultados bem menos negativos que o global do mercado, mas não tão bons quanto os apresentados por marcas consideradas de luxo. Neste “mercado”, o vírus não atacou.

A Bentley vendeu exatamente o mesmo em 2020 que tinha comercializado no ano anterior, tendo sido matriculados 21 unidades deste fabricante, mas tanto a Porsche como a Ferrari ou a Aston Martin conseguiram crescer.

A Aston brilhou com um aumento de 16,7% nas vendas, passando de seis para sete unidades, enquanto a Ferrari vendeu 30 unidades, acima das 26 registadas um ano antes (um aumento de 15,4%). A Porsche cresceu menos, é certo, mas o total de veículos da fabricante dos 911 foi bem superior, muito à custa do sucesso dos SUV no ano do lançamento do primeiro elétrico, o Taycan.

A fabricante de Estugarda colocou nas estradas nacionais um total de 831 modelos de luxo, todos com preços acima dos 70 a 80 mil euros, número que compara com os 749 registados em 2019. Foi um crescimento de 10,9% que colocam a Porsche próxima das vendas de marcas como a Honda, mas acima da Jeep, Lexus ou Alfa Romeo.

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