Pior dia de sempre. Há 10.947 novos casos de Covid-19 e 166 mortos

Tanto o número de novos casos como de mortes são recordes desde o início da pandemia. Recuperaram da doença mais 8.477 pessoas, o que não foi suficiente para contrariar a subida dos casos ativos.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou 166 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas em Portugal, um novo máximo diário. O boletim epidemiológico deste sábado dá ainda conta de um recorde no número de novos casos: 10.947. É assim o pior dia de sempre desde o início da pandemia, período no qual o país soma 8.709 mortes e 539.416 infetados pelo novo coronavírus.

Já recuperaram da doença provocada pelo SARS-Cov-2 402.542 pessoas, mais 8.477 do que na última atualização do boletim. O número de recuperados não foi o suficiente para contrariar a subida dos casos ativos. Atualmente há 128.165 casos ativos, mais 2.304 que na sexta-feira.

A maioria encontra-se a recuperar em casa, mas o número de pessoas internadas continua a aumentar, havendo ainda 4.653 hospitalizados, mais 93 que no dia anterior. Nos cuidados intensivos estão 638 pessoas, mais 18. Estes números mostram ainda um agravamento da situação nacional, que levou o Governo a decidir impôs, desde a última esta sexta-feira, num novo confinamento geral que irá durar, pelo menos, até à 23h59 de 30 de janeiro.

Boletim epidemiológico de 16 de janeiro

Lisboa e Vale do Tejo é a região que, nos últimos dias, tem tido maior número de novos casos. Nas últimas 24 horas foram mais 3.975, colocando o total em 179.873. No Norte foram confirmados 3.795 novos casos, no Centro 2.136, no Alentejo 510, no Algarve 402, na Madeira 79 e nos Açores 50.

Foi também em Lisboa que morreram mais pessoas por Covid-19, mais precisamente, 69. Segue-se o Norte (46), Centro (28), Alentejo (17), Algarve (cinco) e Madeira (uma). Na região autónoma dos Açores não foi registado qualquer óbito nas últimas 24 horas.

O boletim epidemiológico dá conta de mais 12.661 pessoas sob vigilância ativa das autoridades de saúde, depois de terem contactado com outro caso positivo. No total, estão 155.401 pessoas nesta situação.

Lisboa à beira do limite

O agravamento do número de casos deixou os hospitais sob forte pressão. O diretor do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), Daniel Ferro, avançou que o hospital de Santa Maria está em “sobre esforço” e a trabalhar além da capacidade.

“Esta adaptação naturalmente que tem limites, não estava previsto uma afluência, uma dimensão destas necessidades e desta ordem, e o nosso plano de contingência, que tínhamos na passada semana, ficou completo“, disse Ferro, em declarações transmitidas pelas televisões.

O hospital teve de mobilizar mais meios, mas não continuará assim além de um “período curto” de tempo. “Este hospital, que é um hospital de fim de linha, é um hospital que já está a tratar doentes para além da capacidade que instalou. E não somos o único hospital em que isto está a acontecer“, acrescentou. O diretor do CHULN considera “expectáveis” picos nos próximos dias.

(Notícia atualizada às 17h00)

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