Fusão entre PSA e Fiat-Chrysler dispara 8% na estreia em bolsa. Lisboa fecha no verde

De forma geral, as ações europeias acabaram a sessão com ganhos ligeiros, numa altura de receios sobre o agravamento do número de casos de Covid-19. O português PSI-20 somou 0,42%.

Após um arranque de sessão em baixa, as bolsas europeias deram a volta e fecharam em terreno positivo. A estrela foi a gigante automóvel que resulta da fusão entre PSA e Fiat-Chrysler, que se estreou esta segunda-feira em bolsa. Em sentido contrário, a Carrefour foi fortemente castigada pelo bloqueio de uma operação de aquisição.

A fusão entre as empresas do setor automóvel PSA e Fiat-Chrysler foi tornada efetiva no sábado, criando um novo gigante no setor com o nome Stellantis. A empresa, que será liderada pelo português Carlos Tavares (que presidia à PSA), começou esta segunda-feira a negociar na Euronext Paris e no mercado financeiro de Milão, tendo valorizado 8% para 13,578 euros por ação. Na terça-feira, entra na bolsa de Nova Iorque.

Em sentido contrário, a Carrefour afundou 6,92% para 15,46 euros por ação depois de a empresa canadiana Couche-Tard ter sido obrigada a abandonar a proposta de aquisição da retalhista por imposição do governo francês. As duas empresas foram, respetivamente, a maior subida e maior queda do Stoxx 600, que fechou a valorizar 0,21%.

De forma geral, as ações europeias acabaram a sessão com ganhos ligeiros, numa altura de receios sobre o agravamento do número de casos de Covid-19. O francês CAC 40 ganhou 0,1%, o espanhol IBEX 35 subiu 0,3% e o alemão DAX avançou 0,4%.

Da mesma forma, o português PSI-20 somou 0,42% para 5.059,34 pontos. Entre os maiores ganhos estiveram as empresas do setor do papel e pasta de papel: a Altri ganhou 1,7%, a Navigator 1,3% e a Semapa 1,25%.

Na energia, a Galp avançou 1,12% para 9,05 euros, contrariando as desvalorizações no preço do petróleo: o brent de referência europeia perde 0,27% para 54,95 dólares por barril e o crude WTI recua 0,15% para 52,28 dólares. A EDP ganhou 0,43% para 23,15 euros e a EDP Renováveis 0,34% para 5,364 euros.

As exceções foram as retalhistas Jerónimo Martins (que caiu 1,08% para 14,66 euros) e Sonae (que desceu 0,55% para 0,7185 euros), no dia em que os supermercados passaram a poder vender apenas bens essenciais e de primeira necessidade e no qual se espera que sejam anunciadas novas medidas de restrição. Também o BCP fechou em baixa, com uma queda de 0,46% para 0,1294 euros.

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