Médicos apelam a Governo que adote confinamento semelhante ao de março

Os médicos destacam ainda que se deve "utilizar de forma planeada e organizada, todos os recursos do sistema de saúde", tanto do setor público, como do privado e social.

A Ordem dos Médicos apresentou, esta segunda-feira, através de comunicado de imprensa enviado à comunicação social, um conjunto de propostas dirigidas ao Governo, de forma a promover uma maior eficácia no combate à pandemia de Covid-19. Entre as medidas sugeridas, destaca-se um apelo à adoção de “um confinamento geral, no mínimo semelhante ao que ocorreu em março/abril de 2020”, com a maior brevidade possível.

Além do mais, o Bastonário da Ordem dos Médicos destaca ainda a necessidade de se “reforçar a capacidade de resposta das equipas de saúde pública”, para que estas detenham uma maior capacidade de realização de “inquéritos epidemiológicos válidos e em tempo útil”, e de se “aumentar de forma exponencial a capacidade de testagem de pessoas infetadas e seus contactos, através da utilização massiva de testes rápidos“.

Por outro lado, uma “revisão imediata do Plano Nacional de Vacinação Covid-19” e dos “protocolos e funcionamento da linha SNS 24” deverá também ser colocada em andamento, na ótica da Ordem dos Médicos, de forma a conseguir contribuir para uma maior velocidade de mitigação desta crise de saúde pública.

De forma a oferecer uma “resposta integrada e consistente aos cidadãos e doentes Covid-19 e não Covid-19”, os médicos destacam ainda que se deve “utilizar de forma planeada e organizada, todos os recursos do sistema de saúde”, tanto do setor público, como do privado e social. A libertação dos “médicos de família do Trace-Covid” e um apelo para uma audição regular das “instituições legalmente competentes, que conhecem o terreno onde o combate à pandemia acontece” encontram-se também entre as reivindicações da Ordem.

A Ordem dos Médicos destaca ainda a importância de não se “esconder a gravidade da situação”, apelando a uma comunicação “transparente, coerente e objetiva” por parte do Governo. “Proteger verdadeiramente as pessoas mais frágeis, nomeadamente os nossos idosos que estão nos lares, contratando equipas específicas com formação adequada” deveria ser outra das prioridades do Executivo, defende o Bastonário.

Estas medidas mostram-se necessárias num contexto em que os profissionais de saúde já “desesperam perante os limites do sofrimento e da compaixão, mercê da incapacidade de tratar o outro, e assim são vítimas de burnout e sofrimento ético”, destacando-se como já se perdeu “demasiado tempo” no que toca ao combate à pandemia e sendo “emergente esmagar a transmissão na comunidade”, pode ler-se no comunicado.

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