Desativar Matosinhos vai demorar 3 anos, Galp vai falar com cada um dos 401 trabalhadores

A primeira etapa da desativação da refinaria ficará terminada em 2021. A Galp quer manter em Matosinhos 70 postos de trabalho. Mobilidade interna (Sines) e reforma são opções para os restantes.

Depois de várias pressões por parte do ministro do Ambiente e da Ação Climática, Matos Fernandes, e dos sindicatos de trabalhadores, a Galp informou esta quarta-feira que a desativação das instalações industriais da refinaria de Matosinhos deverá prolongar-se durante um período mínimo de três anos e ter três grandes etapas: descomissionamento, desmantelamento e descontaminação.

A primeira etapa — descomissionamento — terá lugar já durante 2021: até final de março para a fábrica de combustíveis, até final de junho para as fábricas de aromáticos e óleos base e até final de dezembro para as utilidades, revelou a empresa. Esta fase destina-se a “isentar todas as unidades processuais da presença de produto, preparando nos equipamentos de uma forma segura para, a partir de 2022, o seu desmantelamento e subsequente descontaminação”.

A petrolífera informou também que iniciou esta semana “um conjunto de reuniões e sessões de esclarecimento para partilhar informação com os colaboradores e com os seus representantes acerca das soluções previstas para as pessoas e das etapas de desativação da Refinaria de Matosinhos”. A ideia é manter apenas cerca de 70 postos de trabalho no parque logístico.

“Entre fevereiro e março serão realizadas conversas individuais com as 401 pessoas da Refinaria com o objetivo de identificar as soluções que se afigurem viáveis em cada caso particular e a data de implementação prevista para a mesma, garantindo que todos serão ouvidos e tratados com o respeito e a dignidade que se exige”, explicou a Galp no mesmo comunicado.

A empresa fala em privilegiar “soluções que permitam a manutenção do emprego, encontrando-se em curso uma análise de todos os processos de contratação na empresa, avaliando a possibilidade de direcionar uma parte substancial das vagas de 2021 para promover eventuais situações de mobilidade interna e de requalificação de competências. Desta forma pretende-se integrar o maior número de pessoas noutras funções dentro do Grupo Galp, nomeadamente na Refinaria de Sines, bem como em outras oportunidades no mercado de trabalho”.

Além disso, foram também identificadas potenciais situações de reformas por velhice, reformas antecipadas por turnos, e considerado um plano social para os casos de acordos de pré-reforma ou de rescisões por mútuo acordo.

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