Fronteiras na Europa ficam abertas, mas Portugal suspende voos para o Reino Unido

Portugal decidiu "interromper" os voos de e para o Reino Unido, para diminuir os riscos de contágio com base na nova variante do coronavírus, anunciou António Costa.

Apesar do agravamento da pandemia, as fronteiras vão ficar abertas no espaço europeu, anunciou o primeiro-ministro, à saída da reunião do Conselho Europeu. Portugal decidiu, contudo, interromper os voos para o Reino Unido, face à propagação da nova variante do coronavírus em território nacional.

“Em todos os Estados-membros, [houve] manifestação de grande preocupação relativamente ao desenvolvimento desta pandemia, designadamente ao crescimento impulsionado pela nova variante, conhecida como variante britânica, em especial nos países que têm relações mais próximas com o Reino Unido, como é o nosso caso“, começou por sublinhar António Costa.

O Executivo português decidiu, por isso, “interromper totalmente os voos para o Reino Unido e do Reino Unido para Portugal, a partir das 0h00 do próximo sábado”. Isto de modo a diminuir os riscos de contágio com base nesta variante mais perigosa, mantendo-se apenas os voos de natureza humanitária, para repatriamento.

Quanto às fronteiras com os demais países europeus, foi decidido que continuarão abertas, mantendo-se “as medidas que existe de controlo da pandemia” relativamente a países terceiros. “A conclusão que temos tirado é que o fecho das fronteiras internas não é uma medida eficaz para controlo da pandemia. Relativamente às fronteiras externas, sim. E quanto às internas, muitos Estados têm adotado, em função da gravidade da infeção, a exigência de medidas. Por exemplo, para poder ir ao Parlamento Europeu tive de levar um teste negativo para entrar no Reino da Bélgica”, explicou o chefe do Executivo português.

No final da reunião dos líderes europeus, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, escreveu ainda no Twitter que está “convencido que as fronteiras devem permanecer abertas”. Mas, ao mesmo tempo, também está convicto que “devem ser consideradas restrições a viagens não-essenciais”.

António Costa adiantou também que o Conselho Europeu desta quinta-feira ficou marcado pelo reconhecimento mútuo dos testes antigénicos, “o que facilitará muito a confiança na liberdade de circulação dentro da União Europeia”.

No que diz respeito à vacinação, o Conselho Europeu frisou a “importância das empresas produtoras cumprirem escrupulosamente os contratos que foram celebrados, no calendário que está previsto“. António Costa acrescentou que, em Portugal, já foram administradas, até ao momento, mais de 202 mil vacinas, continuando o país “preparado para assegurar a vacinação ao ritmo que está previsto”.

Aos jornalistas, o primeiro-ministro avançou também que ficou decidido que “todas as pessoas que são vacinadas devem ter um documento que o comprove para efeitos médicos“, mas não ficou fechada a discussão sobre a utilidade futura desses documentos no acesso a qualquer país ou como garantia da desnecessidade de teste para entrada num país que o exija.

(Notícia atualizada às 22h05)

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