Votar é “mais seguro do que maior parte dos atos que praticamos fora de casa no dia-a-dia”, diz CNE

Comissão Nacional de Eleições aponta que sistema de administração eleitoral "tem dado provas de merecer a confiança dos cidadãos".

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) defende que ir votar é “mais seguro do que a maior parte dos atos que praticamos fora de casa no dia-a-dia”. As medidas que vão ser aplicadas no terreno resultaram de recomendações da Direção-Geral da Saúde, em coordenação com a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna.

“É seguro, porque acreditamos que os presidentes de câmara, que no terreno organizam tudo isto, querem que os munícipes estejam seguros”, aponta João Almeida, um representante da CNE, em conferência de imprensa transmitida pela RTP 3. As recomendações que resultaram de reuniões em que também participaram as associações dos municípios e das freguesias, “vão ser aplicadas no terreno”, garante. a

O responsável da CNE sublinhou que as eleições que se realizaram nos Açores no ano passado, já durante a pandemia, serviram “de teste”. “Estávamos todos extremamente receosos que a eleição corresse muito mal”, apontou, mas “a afluência às urnas nos Açores foi superior àquela que tinha existido há quatro anos”.

Destaca ainda que o sistema de administração eleitoral é “não profissional”, ou seja, “são cidadãos comuns”. “É um sistema que tem dado provas de merecer a confiança dos cidadãos, até por esse facto”, reiterou o responsável da CNE.

Governo reitera garantias de segurança sanitária e fiabilidade do sistema eleitoral

O Ministério da Administração Interna reiterou este sábado que estão garantidas para o exercício do direito de voto nas eleições presidenciais deste domingo todas as condições sanitárias impostas pelas autoridades de saúde e de fiabilidade do sistema eleitoral.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna observa que no atual contexto de pandemia de covid-19 e de estado de emergência em Portugal “não tem precedentes” na história da democracia portuguesa o planeamento deste ato eleitoral. Um planeamento que visou manter “os níveis de fiabilidade que caraterizam o sistema eleitoral português, ao mesmo tempo que assegura o cumprimento de todas as regras sanitárias impostas pelas autoridades de saúde”, salienta-se.

Em relação às condições para o exercício do direito de voto, o Governo aponta que, na sequência de alterações legislativas que entraram em vigor em novembro passado, há agora a possibilidade “de desdobramento das assembleias de voto das freguesias com um número de eleitores sensivelmente superior de mil eleitores, quando anteriormente eram 1.500″.

“Serão constituídas 12.450 secções de voto, 12.273 em território nacional e 177 no estrangeiro, o que corresponde ao empenhamento de 62.250 membros de mesa”, aponta-se no comunicado. Neste ponto, o Ministério da Administração Interna recorda que, no passado domingo, para o voto antecipado em mobilidade, foram constituídas 675 secções de voto.

No plano da segurança sanitária do ato eleitoral, o Governo adianta que “foram adquiridos e distribuídos equipamentos de proteção individual num total de 120 toneladas de material profilático”, mais especificamente “134.840 pares de luvas, 337.100 máscaras cirúrgicas, 101.842 embalagens de gel de 500 ml e 67.420 viseiras”.

Adverte-se, depois, que no dia do ato eleitoral, “os eleitores devem ainda adotar quatro medidas essenciais: Utilizar máscara; manter a distância de segurança enquanto aguardam pela sua vez de votar; desinfetar as mãos; e utilizar caneta própria”.

“A informação sobre a mesa de voto onde cada eleitor está recenseado pode ser obtida através do envio de um sms grátis para o número 3838, com a mensagem “RE (espaço) número de CC/BI (espaço) data de nascimento=aaaammdd”, ou na internet, através do site www.recenseamento.mai.gov.pt”, acrescenta-se no comunicado.

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