Vai arrancar a próxima fase de vacinação. Quem vai receber a vacina contra a Covid-19?

Bombeiros, titulares de órgãos de soberania e forças de segurança vão começar a ser vacinados na próxima semana. Pessoas com mais de 50 anos e patologias de risco também.

O plano de vacinação contra a Covid-19 está a avançar e irá entrar num novo momento na próxima semana. Na primeira fase foram já vacinados profissionais de saúde essenciais, bem como residentes e profissionais em lares. Agora, vão começar a ser vacinados também profissionais de outros serviços essenciais, incluindo titulares de órgãos de soberania, bem como pessoas com mais de 50 anos e patologias de risco.

Quando foram definidos os grupos prioritários neste plano, existiam três grandes grupos para a primeira fase. Eram eles: pessoas com mais de 50 anos com patologias associadas (cerca de 400 mil pessoas); residentes e profissionais em lares e unidades de cuidados continuados (250 mil); profissionais de saúde; profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos (300 mil).

Esta fase previa então a vacinação de cerca de 950 mil pessoas. Os profissionais de saúde foram os primeiros a receber a vacina, já no final do ano passado. Até ao final deste mês, as estimativas são que estejam vacinados cerca de 100 mil profissionais de saúde, considerados prioritários pelos serviços, adiantou Marta Temido, esta segunda-feira.

Seguiram-se os profissionais e residentes em estruturas residenciais para idosos e unidades da rede nacional de cuidados continuados integrados. Deste grupo, já foram vacinadas mais de 160 mil pessoas, sendo que a vacinação para este conjunto deverá terminar já esta semana. Foram excluídos os lares com surtos, que serão vacinados mais tarde.

Chega então agora a vez dos próximos grupos, que estavam ainda abrangidos na primeira fase de vacinação, no plano nacional. Por um lado, chega a vez dos outros profissionais de serviços essenciais. São eles profissionais da emergência pré-hospitalar, como bombeiros, profissionais de serviços essenciais, forças de segurança e titulares de órgãos de soberania.

“Estão a ser feitos contactos na identificação exata dos titulares de cargos” que serão elegíveis, “para que possam começar a ser identificados esta semana e vacinados o mais tardar no início da semana que vem”, adiantou Marta Temido, esta segunda-feira.

Questionada sobre se estão incluídos os autarcas nos políticos que serão vacinados, a ministra explica que os “presidentes de câmara municipal são também presidentes das autoridades municipais de proteção civil”, o que lhes “confere, por si só, uma circunstância de essencialidade para a resposta à Covid-19 e isso será tido em consideração”.

Já o outro grupo que faltavam era o de pessoas com mais de 50 anos e comorbilidades identificadas com risco para o internamento para a Covid-19. Estas patologias são “doença coronária, insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou doença pulmonar obstrutiva crónica”, recordou a ministra de Saúde, apontando que este grupo é constituído por quase meio milhão de pessoas.

De recordar que as pessoas vão ser contactadas por SMS, para averiguar se querem ou não ser vacinadas, já que a vacina não é obrigatória. Se a resposta for afirmativa, será feito o agendamento com data, hora e local. Já quem se encaixe no grupo prioritário mas não estiver inscrito num centro de saúde ou não tiver médico de família pode pedir uma declaração no privado que certifique a condição clínica exigida para a vacinação.

Para além disso, nesta fase serão também abrangidas pessoas com mais de 80 anos, ainda que não se situem em nenhum dos subgrupos. O plano está a ser atualizado de forma a incluir este grupo, para que estas pessoas sejam vacinadas até ao final do primeiro trimestre, explicou Marta Temido.

Versão inicial do plano de vacinação nacional

Esta fase deverá estar concluída em abril. A task force ainda planeou uma antecipação do final desta fase, mas o atraso na entrega de vacinas por parte das farmacêuticas não o deverá permitir. O número de doses que o país vai receber da AstraZeneca “permite-nos cumprir o Plano Nacional da forma como estava delineado, terminando a vacinação das pessoas incluídas na fase um até abril. O que não vai permitir é a antecipação para março, explicou o coordenador da task force, Francisco Ramos, este fim de semana.

Na segunda fase, que se prevê abranger mais de dois milhões de pessoas, serão vacinadas as pessoas com 65 ou mais anos, bem como as pessoas entre os 50 e 64 anos que tenham uma patologia de risco (numa lista mais abrangente do que a primeira fase, que inclui diabetes, obesidade e hipertensão arterial).

Já a terceira contempla a restante população do país, sendo que os grupos nesta terceira fase poderão ser revistos consoante os calendários e ritmo de entrega das vacinas, segundo foi sinalizado no plano de vacinação.

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