É esta a ordem de vacinação dos membros do Governo de Costa

Governo já tem a ordem de vacinação dos seus membros, sendo que solicitou tanto ao Presidente da República como da Assembleia da República as respetivas listas para vacinação prioritária.

Portugal já administrou algumas centenas de milhares de cidadãos contra a Covid-19. O plano de vacinação começou com os profissionais de saúde, ao mesmo tempo que os residentes e profissionais em lares e unidades de cuidados continuados, mas com a chegada de mais doses da Pfizer, da Moderna, e a perspetiva de “ok” à AstraZeneca, a ideia é acelerar o processo. Há uma revisão do plano que vai incluir, agora, os titulares de órgãos de soberania, tendo em o Governo já decidido as prioridades dentro do Executivo.

Num despacho publicado em Diário da República, o Governo veio definir a ordem de vacinação dos seus vários membros, entre ministros e secretários de Estado. E o primeiro a receber a vacina no Executivo é o chefe deste, António Costa, que, recorde-se, passou os últimos dias de 2020 (Natal incluído) em isolamento profilático em São Bento após um contacto com Emmanuel Macron, que testou positivo à Covid-19.

Depois de Costa, serão vacinados os ministros de Estado, ou seja, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, mas também Pedro Siza Vieira, da Economia, e João Leão, que tem a pasta das Finanças. Contudo, estes dois últimos deverão ficar para mais tarde tendo em conta que ambos testaram positivo para o novo coronavírus, assim como todos os ministros e secretários de Estado que estiveram ou estão infetados.

Esta é a ordem de vacinação dos membros do Governo

  • O Primeiro-Ministro;
  • Os Ministros de Estado;
  • O Ministro da Defesa Nacional;
  • O Ministro da Administração Interna;
  • A Ministra da Justiça;
  • A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social;
  • A Ministra da Saúde;
  • O Ministro do Ambiente e Ação Climática;
  • O Ministro das Infraestruturas e da Habitação;
  • Os Secretários de Estado do Ministério da Saúde;
  • Os cinco Secretários de Estado que exercem a função de coordenação regional no combate à pandemia;
  • A Secretária de Estado dos Assuntos Europeus;
  • Os demais ministros;
  • Os secretários de Estado dos Ministros dos ministros de Estado, da Defesa, Administração Interna, Justiça, Trabalho, Saúde, Ambiente e Infraestruturas;
  • Um Secretário de Estado dos demais ministros;
  • Os demais Secretários de Estado.

Ao mesmo tempo que o Governo definiu a ordem pela qual o Executivo será vacinado, solicitou a vários outros titulares de órgãos de soberania que definam a prioridade de vacinação nos respetivos órgãos.

Assim, foi solicitado ao “Presidente da República a identificação nominal dos elementos dos serviços da Presidência da República que devem ser considerados como prioritários nesta fase do Plano de Vacinação, bem como os membros do Conselho de Estado e os representantes da República para as Regiões Autónomas”.

Também foi pedido ao “Presidente da Assembleia da República a prioridade de vacinação dos deputados à Assembleia da República, bem como dos funcionários da AR que sejam essenciais ao seu funcionamento”. Recorde-se que alguns deputados já vieram dizer que não pretendem ser vacinados nesta fase.

O despacho refere que foram solicitadas ainda listagens a:

  • Presidentes dos Conselhos Superiores da Magistratura e dos Tribunais Administrativos e Fiscais;
  • Presidentes do Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas;
  • Procuradora-Geral da República a priorização de vacinação dos magistrados do Ministério Público;
  • Aos presidentes dos Governos Regionais dos Açores e da Madeira a ordem de prioridade na vacinação dos órgãos próprios das regiões Autónomas;
  • Provedora de Justiça a identificação da priorização dos funcionários da Provedoria de Justiça.

Cada órgão apresentará a sua listagem, sendo que o momento em que cada um destes será vacinado ficará nas mãos dos responsáveis pelo Plano Nacional de Vacinação.

Será, assim, a task force liderada por Francisco Ramos a definir, “tendo em conta a disponibilidade semanal de vacinas, a vacinação dos demais grupos integrados nesta fase, e tendo em conta a priorização definida nos termos dos números anteriores, determina o dia, a hora e o local de vacinação de cada uma destas pessoas”.

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