Caixa altera modelo de governo e cria comissão de auditoria

Tal como o ECO revelou em primeira mão, a Caixa promoveu mudanças no seu modelo de governação ao acabar com conselho fiscal, substituindo-o pelo conselho de auditoria, por decisão do Governo.

Tal como o ECO revelou em primeira mão, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai extinguir o conselho fiscal, o qual dará lugar ao conselho de auditoria, numa mudança do seu modelo de governo que foi decidida pelo acionista único, o Estado.

“A CGD informa que por deliberação unânime por escrito do seu acionista único, de 25 de janeiro de 2021, e considerando as avaliações e recomendações de supervisão sobre a estrutura da administração e da fiscalização em vigor na CGD, procedeu à adoção do modelo previsto na alínea b), do n.º 1 do artigo 278.º do Código das Sociedades Comerciais, composto por um conselho de administração, que compreende uma comissão de auditoria, e revisor oficial de contas”, confirma o banco público em comunicado enviado esta quinta-feira ao mercado.

A instituição adianta ainda que as alterações entrarão em vigor “com a designação dos membros do conselho de administração para o mandato 2021-2024 e após obtida a autorização prévia do Banco de Portugal”.

Esta mudança no modelo de governação virá nos novos estatutos do banco público, onde deverá constar ainda a redução do conselho de administração da CGD para 17 elementos, em vez dos atuais 20, também decidida pelo Governo, como o ECO também já avançou.

A Caixa já tem um conselho de administração com 16 membros desde a apresentação do Plano Estratégico em 2016, aquando da recapitalização da instituição liderada por Paulo Macedo, mas o objetivo do Executivo é que não possa voltar a “esticar” para 20 elementos, como já aconteceu no passado.

O novo mandato do conselho de administração da Caixa vai ditar a saída do chairman Rui Vilar, que já anunciou não estar disponível para continuar. Vários nomes já foram apontados como possíveis para o substituir: Carlos Moedas, nome avançado pelo Expresso, terá recusado o cargo e Jaime Gama foi uma hipótese avançada pelo Jornal Económico, mas que também não se confirma.

O presidente executivo Paulo Macedo, aquando da apresentação dos resultados relativos aos primeiros nove meses do ano de 2020, disse estar disponível para continuar mais quatro anos. Mas vai ser necessário reforçar a presença feminina no conselho de administração para, mais uma vez, ir ao encontro das recomendações do BCE.

 

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