Ajuda alemã já chegou. “Todos os hospitais poderão utilizar estas camas”, diz Marta Temido

Os médicos alemães vão ser encaminhados para o Hospital da Luz porque esta unidade estava "perfeitamente equipada, no centro de Lisboa, em condições de funcionar", explicou Temido.

A ajuda alemã no combate ao coronavírus já chegou a Portugal. A ministra da Saúde garante que todos os hospitais poderão utilizar estas camas, no âmbito da colaboração com o Governo alemão. Marta Temido explicou que os meios alemães serão encaminhados para o Hospital da Luz porque era uma unidade já pronta a funcionar, mas que não tinha ainda aberto por não ter recursos humanos.

Esta decisão “permite-nos garantir funcionamento autónomo de mais uma unidade, que existia e que não era possível abrir por falta de recursos humanos”, explicou Marta Temido, no aeroporto Figo Maduro, aquando a chegada da ajuda alemã, em declarações transmitidas pelas televisões. A escolha recaiu nesta unidade então porque estava “perfeitamente equipada, no centro da cidade de Lisboa, em condições de funcionar imediatamente”, disse.

“Foi possível realocar doentes, recursos e adaptar espaços, em tempo recorde, por forma a disponibilizar um núcleo de mais oito camas de cuidados intensivos que permitisse à equipa alemã trabalhar num espaço único, proporcionando-lhes condições de maior eficiência no tratamento de doentes graves provenientes de hospitais públicos da Região de Lisboa”, sinalizou a Luz Saúde, em comunicado.

Marta Temido apontou ainda que “o país aumentou significativamente a sua capacidade de resposta nesta área”, adiantando que, “neste momento, são cerca de 1.200 camas aquelas que país dispõe para resposta ao doente crítico e, entre essas, quase 900 estão mobilizadas para a resposta à Covid-19″.

Alemanha disponibilizou a Portugal uma equipa de 26 profissionais de saúde militares com competências ao nível da Medicina Intensiva, bem como material clínico, nomeadamente ventiladores, bombas e seringas de infusão. Os profissionais vão ficar em Portugal durante três semanas, “estando prevista a sua substituição a cada 21 dias, até ao final de março, caso seja necessário”, segundo tinha indicou o Governo.

(Notícia atualizada às 14h30)

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