BRANDS' PESSOAS No que devem as empresas investir após a Covid-19?

  • PESSOAS + EY
  • 9 Fevereiro 2021

Helga Piçarra, Senior Consultant EY, People Advisory Services, explica as mudanças que as empresas devem implementar no quotidiano dos colaboradores para que o regime do teletrabalho funcione.

Se até ao final da última década as análises debatidas centravam-se na 4ª Revolução Industrial e nos pequenos passos que estavam a ser dados ao nível do desenvolvimento de tecnologias como Data Analytics, Blockchain, Artificial Intelligence, Robotics Process Automation, Internet of Things, etc., a Covid-19 veio então dar um empurrão para a aplicação urgente e permanente destes conceitos nos quatro cantos do mundo, com o desafio acrescido do distanciamento social.

O isolamento social – medida de prevenção mais eficaz para a propagação da pandemia – está a ter um forte impacto sobre a economia mundial. Os governos preocupam-se em criar medidas reguladoras para proteger a economia e garantir o bem-estar e segurança da população no geral, e simultaneamente, as empresas procuram implementar mecanismos que facilitem o trabalho dos seus colaboradores para que possam continuar a exercer as suas funções com o menor impacto. Especialmente em realidades onde a economia é mais debilitada, e precisa de se proteger de uma maneira mais eficiente para evitar um colapso. Uma das soluções mais eficazes que as empresas têm adotado é o famoso, e até a pouco tempo tão distante, “teletrabalho”, que até há pouco tempo era uma realidade apenas para empresas de setores específicos.

"Tudo começa com as pessoas. Através da criação de novas estratégias que estejam direcionadas no relacionamento a longo prazo entre a empresa e o colaborador, será então mais fácil adaptar as pessoas a outro tipo de transformações.”

Helga Piçarra

Senior Consultant EY, People Advisory Services

Mas para que este novo formato dê resultados positivos, é imperativo que as empresas possam investir em pequenas “grandes” mudanças no quotidiano dos colaboradores e alterem a forma de trabalhar. E este investimento é essencialmente nas suas Pessoas, e pode ser feito através de:

  1. A confiança entre o empregador e o colaborador precisa de ser conquistada. Esta confiança só será desenvolvida se as empresas gradualmente forem desenvolvendo as condições necessárias para aumentar os níveis de compromisso dos colaboradores – políticas de Recursos Humanos promotoras da inclusão, diversidade de culturas e igualdade de género, formação adequada e à medida das necessidades da empresa e que primam pelo desenvolvimento do colaborador, mobilidade entre as diversas áreas. Estas são apenas algumas medidas que podem ser adotadas para que o colaborador se sinta respeitado e valorizado, para então assumir um compromisso sério com a empresa e ter atitudes de confiança para com o empregador.
  2. As competências comportamentais também devem ser fortalecidas. É necessária uma boa dose de inteligência emocional, disciplina, resiliência e até sentido de humor para poder navegar por estes novos mares e ainda assim ser capaz de promover a liderança – quer coletiva como individual, a delegação e monitorização constante do trabalho, para assegurar a realização das tarefas.
  3. Comunicação. Uma vez que o mundo está cada vez mais digital, vão se desenvolvendo novas ferramentas de comunicação que permitem a colaboração e alinhamento entre as equipas. O Skype, MS Teams, Email, WhatsApp, Zoom, são alguns dos instrumentos já com milhares de utilizadores por todo o mundo não apenas a nível pessoal, mas no campo profissional também. Apesar de estas ferramentas serem um grande suporte na comunicação, é importante estabelecer uma comunicação clara e aberta para que tanto líderes como liderados se sintam à vontade para partilhar dificuldades com impacto na sua motivação e no seu desempenho. Nos dias que correm, é imprescindível sermos capazes de comunicar de uma forma clara e objetiva, tanto verbalmente como através da escrita, para diferentes contextos, diferentes audiências e consequentemente diferentes plataformas.
  4. A criatividade e a inovação são também essências nesta fase, dando oportunidade a conseguirmos ver “fora da caixa”. Estimular o pensamento crítico, a criatividade e saber orientar e/ou interligar as diferentes estratégias sugeridas para resolução de problemas são algumas das medidas que devem ser introduzidas.

"Tudo isto só será possível se os líderes estiverem dispostos a investir tempo para a construção da sua relação com os seus colaboradores.”

Helga Piçarra

Senior Consultant EY, People Advisory Services

Tudo começa com as pessoas. Através da criação de novas estratégias que estejam direcionadas no relacionamento a longo prazo entre a empresa e o colaborador, será então mais fácil adaptar as pessoas a outro tipo de transformações.

Mas tudo isso só é possível se, primeiro, as pessoas dentro da organização estiverem alinhadas. Tudo isto só será possível se os líderes estiverem dispostos a investir tempo para a construção da sua relação com os seus colaboradores.

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