Banca admite extensão de moratórias mas só para os setores mais afetados

  • ECO
  • 10 Fevereiro 2021

A APB considera que, a acontecer, a extensão das moratórias no crédito "ser dirigida apenas aos devedores cuja atividade continue fortemente condicionada pela crise sanitária".

A banca não fecha a porta a uma eventual extensão das moratórias no crédito, mas entende que, a acontecer, esse prolongamento terá de ser aplicado apenas aos setores mais penalizados pela pandemia de coronavírus, avança, esta quarta-feira, ao Jornal de Negócios. A Associação Portuguesa de Bancos (APB) afirma, assim, que a “eventual consagração de uma tal solução deverá, em qualquer caso, ser dirigida apenas aos devedores cuja atividade continue fortemente condicionada pela crise sanitária e pelas medidas adotadas para a mitigação dos seus impactos”.

Os setores do turismo e da restauração têm sido dos mais prejudicados pela crise sanitária e pelas restrições adotas em resposta, e por isso o presidente do BCP, Miguel Miguel Maya, defendeu terça-feira que os bancos devem manter as moratórias às empresas, sobretudo aquelas que atuam no setor do turismo. Uma medida que o ministro da Economia admitiu ser possível avançando que está a “discutir” o assunto.

A APB, por sua vez, frisa que as moratórias “foram concebidas como uma medida de natureza temporária e excecional”, destinadas a “aliviar a pressão financeira sobre agentes económicos com dificuldades temporárias de liquidez mas viáveis“, entendo-se que deve haver um equilíbrio entre este tipo de medidas e outras “mais vocacionadas para resolver problemas estruturais”. A associação defende, além disso, que, a acontecer a extensão em causa, é preciso garantir também que a banca não será penalizada. “Eventuais ajustamentos às medidas em curso estarão condicionados à existência de condições de flexibilidade do quadro prudencial e contabilístico semelhantes às que foram admitidas”, remata a APB.

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