Europeus acreditam no Plano de Recuperação da UE para retoma económica mais rápida

Portugueses estão entre os que mais acreditam no Plano de Recuperação da União Europeia, mas, ainda assim, 29% antecipam que as suas condições de vida vão piorar.

Quase três quartos dos europeus (72%) acreditam que o Plano de Recuperação da União Europeia (UE) vai ajudar a economia do seu país a recuperar mais rapidamente dos efeitos negativos provocados pela pandemia. Segundo o novo inquérito do Parlamento Europeu sobre perceções dos europeus, Portugal é o terceiro país que mais acredita no esforço conjunto de Bruxelas, com uma percentagem de 88%. Em primeiro está a Irlanda (92%) e depois a Malta (91%).

Ainda assim, os europeus continuam pessimistas devido à pandemia. De acordo com os resultados do inquérito realizado entre novembro e dezembro de 2020, 53% dos inquiridos acreditam que a situação económica do seu país será pior daqui a um ano e 24% acreditam mesmo que as suas condições de vida vão piorar.

Além de acreditarem no papel do bloco europeu na recuperação económica, as pessoas acreditam também que o combate à pandemia feito pela UE é melhor do que se o seu país estivesse a combater sozinho. Segundo os resultados do inquérito, realizado entre novembro e dezembro do ano passado, há mais 10% de europeus com uma imagem positiva da UE do que no outono de 2019 (50%, face aos 40%). O país com melhor imagem do bloco europeu é a Irlanda (77%).

Apesar da imagem positiva, os inquiridos a nível europeu consideram que é necessária uma reforma fundamental da instituição. A pandemia e as alterações climáticas justificam esta necessidade. Mais precisamente, apenas 27% apoiam o bloco exatamente como é agora, 44% querem uma restruturação e 22% são eurocéticos, mas podem mudar de ideias caso haja uma reforma radical. A maioria (63%) quer que o Parlamento Europeu desempenhe um papel mais importante no futuro.

Entre as prioridades que os europeus querem inseridas na política europeia está o combate à pobreza e desigualdades sociais (48%), educação para todos (33%), proteção do ambiente e biodiversidade (32%). O combate à pobreza e desigualdade é a prioridade em 23 Estados-membros, mas o combate ao terrorismo e ao crime organizado surge em primeiro lugar na Finlândia, República Checa, Dinamarca e Suécia.

Já no que diz respeito aos valores fundamentais da UE o pódio pertence à defesa dos direitos humanos a nível internacional (51%), igualdade de género (42%) e à solidariedade entre estados-membros (41%). A solidariedade entre Estados-membros teve um crescimento de 8% face ao outono de 2019, em parte devido à pandemia, que obrigou os países a lutarem em conjunto e a ajudarem-se mutuamente, como acontece agora em Portugal.

Como os portugueses veem a União Europeia

Portugal é o terceiro país (88%), entre os 27 do bloco, que mais acredita que o Plano de Recuperação vai ajudar a economia a recuperar mais rapidamente dos efeitos da pandemia de Covid-19. Ainda assim, 47% consideram que a situação económica do país estará pior em 2021 e 29% antecipa que as suas condições de vida vão piorar.

Em parte marcado pela profunda crise que adveio da pandemia, Portugal é o Estado-membro com maior percentagem de inquiridos (76%) a referirem que a grande prioridade da UE deve ser o combate à pobreza e desigualdades sociais. Os portugueses também querem que Bruxelas lute por emprego (51%) e educação (41%) para todos.

Quanto ao papel do Parlamento Europeu, apenas 4% dos portugueses acham que devia ser menos relevante. Foi o valor mais baixo entre todos os Estados-membros.

De acordo com o inquérito, 67% dos portugueses têm uma imagem positiva da UE. Portugal é o segundo país com maior percentagem nesta variável, a seguir à Irlanda. Ainda assim, à semelhança do resto dos europeus, também 44% dos portugueses querem mudanças a nível europeu, apesar de apoiar o projeto europeu.

A maioria dos portugueses considera positivo Portugal estar inserido no bloco e 90% dos dizem que Portugal beneficiou de ser Estado-membro. Metade dos inquiridos disse, até, que fazer parte da UE contribuiu para o crescimento económico do país.

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