(ID.3)ntidade elétrica da VW

É o primeiro de muitos elétricos da marca de Wolfsburg. O ID.3 marca a diferença por fora, sendo bastante competente debaixo do “capot”. Bateria dura e dura, para evitar ansiedades.

A Volkswagen foi a grande impulsionadora dos motores diesel. Viveu tempos áureos com esta tecnologia, mas o sucesso acabou por transformar-se em inferno. E mudou a vida da fabricante alemã. O futuro passou a ser elétrico, sendo o ID.3 o primeiro grande teste a uma estratégia que ainda agora está a começar a dar os primeiros passos. Ou melhor, a percorrer os primeiros quilómetros.

Não há como não dar pelo citadino da marca de Wolfsburg, na Alemanha. É um automóvel, no mínimo, diferente. Receita que foi, de resto, seguida por muitas fabricantes nas primeiras investidas neste mundo dos 100% elétricos. Recorde-se o Leaf, da Nissan, ou o i3, da BMW. Assente na plataforma MEB, é o primeiro a recorrer a esta (r)evolução em que assentará o futuro da modalidade elétrica da VW. A seguir vem, para já, o ID.4 e o ID.5.

Um pouco de Up!, muito de Golf

O ID.3 quer ser o Carocha dos anos 50/60, ou o Golf que tanto sucesso tem garantido a VW nas últimas décadas. Apesar de ter alguns traços do Up!, em termos de desenho (embora seja um modelo muito futurista, em que até as jantes de 19 polegadas do First Edition Plus parecem de um filme de sci-fi), as dimensões não enganam. É um familiar compacto, com espaço suficiente para transportar cinco adultos e mais a bagagem suficiente para um fim de semana fora (assim a Covid-19 o permita).

Ao volante, num primeiro relance sobressai o aspeto espartano do tabliê. Tem tudo, mas tão arrumado que parece que somos apenas nos é um volante (e dois ecrãs de grandes dimensões, um atrás do volante, outro colocado bem no centro do tabliê). Até descobrir o botão de Start pode demorar algum tempo. Mas espreitando pelo lado direito acaba por encontrar-se o seletor de marcha. E, surpresa, nem é preciso dar ao trabalho de ligá-lo. Já está.

Em Drive, o ID.3 mostra boa reação ao pé direito, ganhando velocidade de forma suave para poupar nos quilómetros de autonomia. Já a resposta a qualquer investida sobre o pedal do acelerador devolve uma resposta vigorosa. Apesar de ser um elétrico familiar, dispõe de 204 cv, os suficientes para chegar dos 0 aos 100 km em 7,3 segundos, com custo para a capacidade da bateria. A velocidade máxima está limitada eletronicamente aos 160 km/h.

Sem ansiedades

Numa utilização normal, é fácil ver o ID.3 a fazer consumos médios de 17, 18 a 20 kWh aos 100 km, um valor baixo que se traduz numa autonomia elevada. A bateria de 58 kWh do First Edition vem carregada de quilómetros para percorrer. A Volkswagen aponta para os 420 no ciclo WLTP, mas na estrada, em condições reais, acaba por se perder algumas dezenas deles.

Sem grandes cuidados, facilmente se vê o ponteiro digital da carga encolher, encolher, encolher. E a autonomia a cair a um ritmo superior ao dos quilómetros efetivamente percorridos, mas isto essencialmente quanto temos a carga toda. A partir de determinado momento, estabiliza. E percebe-se que não há necessidade de grandes ansiedades com o “combustível”. Chega para as voltas do dia-a-dia, dá até para fazer viagens já que a real capacidade da bateria dará para cerca de 350 km. Quando o ponteiro entra na reserva, o carregamento por ser feito de várias formas. Mas é de destacar que 30 minutos com uma potência de carga de 100 kW permite uma autonomia de 290 quilómetros.

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