Nord Stream 2: AXA, Zurich e mais 16 companhias escapam a sanções dos EUA

  • ECO Seguros
  • 1 Março 2021

Uma lista enviada pelo Departamento de Estado ao Congresso dos EUA revela seguradoras ou subsidiárias, entre as quais AXA, Chubb, Hiscox e Zurich Insurance, a retirarem-se do projeto do gasoduto russo

Dezoito companhias renunciaram a contratos de negócio relacionados com o Nord Stream 2, projeto de gasoduto russo que liga Rússia e Alemanha através de mais de 1200 quilómetros de pipelines para transporte de combustível (GNL).

Em resultado do desligamento progressivo do projeto – que o atual Presidente norte-americano considera, há muito, ser um “mau acordo para a Europa” -, diversas seguradoras deverão escapar à aplicação de sanções de Washington.

Citado na edição eletrónica do jornal Les Echos, Thomas Buberl, CEO da AXA, comentou: “Estávamos no projeto com um seguro muito pequeno, mas é evidente que a nossa presença global sempre nos confronta com tensões regionais. Dado que queremos continuar a desenvolver-nos em todos os países, temos de evitar exposições de natureza geopolítica que seriam negativas para nós.”

Segundo documentação consultada pela agência Reuters, a administração liderada pelo Presidente Joe Biden enviou, na semana passada, ao Congresso dos Estados Unidos, uma lista de companhias (de vários setores) que estão sob escrutínio do Departamento de Estado, potencialmente em risco de enfrentarem sanções, por estarem de alguma forma ligadas ao projeto liderado pela russa Gazprom.

Com base nessa informação, a imprensa internacional adianta que além da AXA, Zurich e Munich Re, várias outras seguradoras (ou entidades suas subsidiárias) decidiram, progressivamente, retirar-se do projeto ou já reduziram as participações que detinham em contratos relacionados com o gasoduto. No que concerne à indústria seguradora são referenciadas ainda a Aegis, Arch, Beazley Furlonge, Chubb, Markel, MS Amlin, Tokio Marine Kiln e a Travelers.

O Nord Stream 2 foi iniciado em 2015, representa um investimento global superior a 9 mil milhões de euros, priva a Ucrânia de receitas da exportação russa para a Europa e, quando estiver concluído, significará a duplicação do volume de gás natural liquefeito (GNL) exportado através da Alemanha.

Além da pressão geopolítica dos EUA, o projeto tem motivado a oposição de alguns Estados da UE por significar um acréscimo da dependência europeia face ao gás russo.

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