easyJet alerta que se está a perder tempo. “Será dramático não aproveitar a pandemia” para novo aeroporto

A companhia britânica diz que o Governo devia aproveitar o facto de a pandemia ter parado o setor da aviação para avançar com as obras de expansão do aeroporto de Lisboa, mas também do Porto.

O travão dado pelo regulador da aviação ao aeroporto do Montijo apanhou o setor de surpresa. A easyJet acredita que isso só atrasará o processo de expansão do aeroporto de Lisboa e que se deveria aproveitar a pandemia para avançar com as obras. Isto porque o facto de os aeroportos estarem com menos voos é uma “oportunidade” para isso, diz a companhia britânica. Ao ECO, a empresa nota ainda que a opção de Alcochete, que voltou a estar em cima da mesa, “demorará mais e é mais cara”.

“Esta decisão não pode ficar adiada indeterminadamente. Pior ainda, será dramático para o país não aproveitar a pandemia para, ao mesmo tempo que se faz uma última reanálise, acelerar os investimentos necessários para o crescimento do aeroporto Humberto Delgado e, já agora, também do aeroporto Francisco Sá Carneiro”, diz ao ECO José Lopes, diretor da easyJet para Portugal.

O responsável nota que as preocupações à volta deste tema estão relacionadas com o “crescimento imprescindível” do aeroporto de Lisboa. “A opção Montijo sem crescimento no aeroporto Humberto Delgado não tem qualquer fundamento” e “a opção Alcochete demorará mais e é mais cara, para além de também depender dos investimentos urgentes” no aeroporto de Lisboa.

Independentemente do cenário que venha a ser escolhido, José Lopes nota que é necessário “acelerar os investimentos” no aeroporto de Lisboa “para minimizar os impactos negativos na economia nacional e nos setores da aviação e turismo”. E a pandemia, volta a sublinhar José Lopes, é uma boa altura para isso. “Estamos a perder uma oportunidade de usar a pandemia a nosso favor”, diz.

“Mais do que a urgência de um novo aeroporto (…), é determinante que os investimentos no aeroporto Humberto Delgado não parem, para que quando a operação recuperar o seu ritmo normal não estejamos a braços com problemas que poderiam ter sido resolvidos durante este período pandémico”, explica o diretor da companhia low-cost. “Aumentar o ritmo de obras quando há menos voos e menos impacto na operação, causando menos atrasos e condicionamentos aos passageiros deveria ser o caminho a seguir”, completa.

José Lopes alerta que “este é o momento para aumentar a capacidade aeroportuária em Lisboa” e que, para as companhias aéreas, “é difícil de aceitar” que se esteja a atravessar uma pandemia e as obras continuem a demorar, “impedindo as empresas que queriam crescer este ano de o fazer”.

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