Juros do crédito à habitação fixam novo mínimo histórico de 0,853%

A taxa de juro implícita no crédito à habitação fixou-se nos 0,853%, em fevereiro, para a globalidade dos contratos destinados à compra de casa. Foi, assim, atingido um novo mínimo histórico.

Em fevereiro, os juros implícitos do crédito da casa sofreram uma nova queda e, pelo terceiro mês consecutivo, é atingido um novo mínimo histórico. A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos desceu para fixar-se nos 0,853% no segundo mês do ano, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira.

“A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação foi 0,853% em fevereiro (0,873% no mês anterior). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 0,744% em janeiro para 0,716% em fevereiro”, avança o gabinete estatístico.

Através do histórico do INE, que reúne todos os valores referentes a este indicador desde janeiro de 2009, conclui-se que os 0,853% registados em fevereiro se tratam do valor mais baixo desde que há registo.

A taxa de juro implícita para os contratos de financiamento de aquisição de habitação, a mais relevante no conjunto do crédito à habitação, também desceu no segundo mês do ano, para os 0,872% — menos 2,0 pontos base do que em janeiro. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro para este destino de financiamento fixou-se nos 0,710%.

Considerando o valor médio da prestação vencida, para a totalidade dos contratos, registou-se uma descida no valor de um euro em fevereiro, com o valor a fixar-se nos 226 euros. Deste valor, 40 euros (18%) correspondem a pagamento de juros, enquanto os restantes 186 euros (82%) dizem respeito a capital amortizado. Porém, uma subida de três euros, para os 288 euros, foi registada pelo INE a propósito do valor médio da prestação de contratos celebrados nos últimos três meses.

No segundo mês do ano, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 161 euros face ao mês anterior, alcançando assim os 55.447 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida foi de 114.683 euros, mais 1.450 euros que em janeiro.

(Notícia atualizada às 11h21 com mais informação)

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