Costa acusa PSD e CDS-PP de encararem eleições apenas como “uma jogada política”

  • Lusa e ECO
  • 20 Março 2021

PS "não se distrai, não confunde qual é o seu objetivo e quais as suas prioridades", diz António Costa, que acusa PSD e CDS de encararem eleições apenas como jogada política.

O secretário-geral do PS acusou este sábado o PSD e CDS-PP de encararem as eleições autárquicas como “uma jogada política”, anunciando uma coligação “sem uma única ideia” e apenas com o objetivo de enfraquecer o Governo.

Estas críticas foram transmitidas por António Costa na abertura da reunião da Comissão Nacional do PS, que decorre em Lisboa, num discurso em que defendeu que o congresso deste partido, em julho, deverá ser um “momento alto de mobilização” para as eleições autárquicas – um ato eleitoral em que os socialistas pretendem voltar a conquistar a maioria das câmaras e das freguesias.

“Num momento em que o país vive uma situação dramática do ponto de vista sanitário por causa da pandemia de Covid-19, mas também dramática dos pontos de vista económico e social – com milhares de pessoas em angústia sobre o dia de amanhã e com muitos empresários a enfrentarem uma luta estoica para manter as suas empresas -, tenho a certeza que a última coisa que os portugueses querem ouvir falar é de jogadas políticas e de coligações contra o PS e contra o Governo“, declarou António Costa na parte final do seu discurso.

Em contraponto, o secretário-geral do PS afirmou que o seu partido, do ponto de vista político, “não se distrai, não confunde qual é o seu objetivo e quais as suas prioridades”. “A nossa prioridade não é combater o PSD, o CDS-PP, ou quem quer que seja”, acentuou, num discurso em que também procurou evidenciar “o papel central” que terão as autarquias na execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) ao longo dos próximos anos.

Costa adverte que próximas semanas serão decisivas no processo de desconfinamento

O secretário-geral do PS advertiu este sábado que o futuro em termos de desconfinamento depende da forma como os cidadãos gerirem as próximas semanas e que esta não à altura para “facilitismos” em relação à Covid-19.

O líder socialista e primeiro-ministro começou por sustentar que, “felizmente, o país vive um momento de maior tranquilidade” em matéria de incidência da Covid-19, “depois de um período difícil e dramático com a terceira onda da pandemia”. “Mas é fundamental termos todos a consciência que esta pandemia não acabou e não acabará enquanto não houver uma vacinação total, ou a descoberta de um medicamento eficaz para a eliminação da Covid-19. Embora hoje se possa encarar com confiança o futuro, temos de perceber que esse futuro depende muito da forma como gerirmos nas próximas semanas todo este processo de desconfinamento“, declarou.

Neste ponto da sua intervenção, António Costa reforçou a sua mensagem de alerta, dizendo que esta “não é altura de baixar a guarda”. “Não é altura de facilitismos ou de andar a dizer que o sol está maravilhoso e vamos todos aproveitá-lo, porque o vírus continua a andar por aí“, avisou, antes de fazer uma alusão à situação epidemiológica de vários países europeus.

“Basta ver o que infelizmente está a acontecer em muitos dos outros países nossos parceiros da União Europeia. Julgavam já ter ultrapassado a fase mais difícil, mas estão agora numa situação de regressão”, acrescentou.

Em Portugal, morreram 16.762 pessoas dos 817.080 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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