Rio diz que Estado foi “burlado” com venda das barragens pela EDP

Rui Rio diz que esta é uma situação "muito grave" para o Governo socialista. Acusa ainda João Matos Fernandes de se "colocar como advogado de defesa da EDP".

O Estado foi “burlado” através do negócio de venda de seis barragens, por parte da EDP à Engie, pelo montante de 2,2 mil milhões de euros. É esta a posição de Rui Rio, que acrescenta ainda que esta situação se apresenta como “muito grave” para o Governo socialista, que em 2007 vendeu um total de 27 barragens pelo montante bastante inferior.

Em declarações proferidas à comunicação social, depois da reunião que teve com o Presidente da República sobre a renovação do estado de emergência, o líder do PSD relembra que a “extensão da exploração”, por mais “treze anos”, de “27 barragens”, rendeu 700 milhões de euros aos cofres do Estado.

Porém, a venda de “apenas seis barragens” por parte da EDP vai resultar num encaixe de 2,2 milhões de euros para a mesma. Face a estes valores, Rui Rio diz que o Estado foi “burlado”. Para o deputado, este é um “assunto muito mal explicado” e “grave para o governo do Partido Socialista”.

O PSD acusa ainda o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, de se “colocar como advogado de defesa da EDP“, ao dizer que a energética “não tem de pagar o imposto de selo, que naquelas circunstâncias qualquer empresa tem de pagar”.

Por outro lado, Matos Fernandes terá ainda sido responsável por “esconder dos portugueses” que o “parecer técnico original”, emitido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), foi “negativo” e que a venda das seis barragens não podia ocorrer. “Parecer da APA é claro quanto à impossibilidade e às dúvidas”, refere Rio, destacando que só “depois” se deu “a volta por cima” à questão, possibilitando o negócio.

Dizendo que “compete ao primeiro-ministro decidir” se os ministros que compõem o Governo têm condições para manter o cargo, o deputado diz acreditar que o ministro do Ambiente irá manter-se no Executivo. Isto porque as polémicas que envolveram “o ministro Eduardo Cabrita” e a “ministra da Justiça” deixaram claro que “mentir, faltar à verdade não é para o primeiro-ministro muito grave, é normal”, sustenta.

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