“É preciso sensatez, desde já durante a semana da Páscoa”, alerta Marcelo

O Presidente da República falou ao país depois de ser aprovado o 14º estado de emergência, sublinhando a necessidade de testar e rastrear, bem como de vacinar mais.

O Presidente da República alerta para que “é preciso sensatez durante a semana da Páscoa”. Marcelo Rebelo de Sousa apontou que “testar, rastrear e vacinar, são essenciais para um desconfinamento bem-sucedido, mas não bastam”. Apela assim à sensatez durante este período típico de encontros familiares, para se poder avançar com o levantamento de medidas.

Os próximos tempos “são dias muito importantes porque Páscoa é entre nós tempo de encontro familiar intenso, em particular em certas áreas” do país, apontou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações ao país após a renovação do estado de emergência até 15 de abril.

O Presidente recordou que após esse período procede a próxima fase do desconfinamento, com “mais escolas, mais atividades económicas e sociais abertas e maior circulação de pessoas”. Apontou, por isso, que “temos de dar esses passos de modo a que os números de infetados, de cuidados intensivos e mortos, assim como o indicador de transmissão ou contágio não invertam a tendência destes últimos dois meses, nem aumentem por forma a travarem o que todos desejamos: o esbatimento da pandemia antes do verão”.

Para além de testar e rastrear, Marcelo indicou que um desconfinamento bem-sucedido exige também “vacinar mais e mais depressa”, ultrapassando os problemas derivados dos atrasos na vacinação e da breve suspensão da vacina da AstraZeneca.

Olhando para o futuro, o Presidente reiterou que “ao longo da execução do plano de desconfinamento, criaremos condições para sair do estado de emergência”. Isto depois de já ter admitido que é “provável” que este regime se prolongue até ao início de maio, para acompanhar o plano de desconfinamento, expectativa também partilhada pelo Governo.

“Estamos mais perto do que nunca, mas ainda não chegámos à meta que desejamos: um verão e outono que representem mesmo o termo de mais de um ano de vidas adiadas, atropeladas, desfeitas”, sublinhou Marcelo. Alertou, assim, que “há ainda caminho a fazer, precaução e moderação a manter”.

De recordar que na última renovação do estado de emergência o Presidente da República não falou ao país, optando apenas por colocar uma mensagem escrita no site da Presidência. Na altura, surgiram notícias de que estaria em desacordo com o primeiro-ministro quanto ao plano de desconfinamento, por considerar que se devia esperar até à Páscoa.

No entanto, em declarações em Roma, Marcelo afastou a hipótese de divergências com o Governo, reiterando que o plano de desconfinamento era “positivo” por “conciliar a ideia de desconfinamento com prudência e precaução”. Apontou também que era “prudente” por fazer o “equilíbrio muito razoável entre partidos, especialistas, governo e Presidente da República”.

(Notícia atualizada às 20h30)

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