ISEG vê PIB a cair até 3,5% no primeiro trimestre. No primeiro confinamento caiu 13,9%

Economistas do ISEG antecipam que PIB cairá, no máximo, 3,5% em cadeia no primeiro trimestre e 5,6% em termos homólogos. A confirmar-se, esta quebra fica bastante aquém face ao primeiro confinamento.

O grupo de análise económica do ISEG estima que a economia portuguesa tenha contraído entre 2,5% e 3,5%, em cadeia, no primeiro trimestre, por causa do segundo confinamento. Em termos homólogos, a quebra terá sido entre 4,6% e 5,6%. Após dois trimestres de recuperação, o PIB volta a cair, mas numa dimensão bem inferior à do primeiro confinamento. No segundo trimestre de 2020, o PIB caiu 13,9% em cadeia e 16,3% em termos homólogos.

Com os dados quantitativos incompletos disponíveis para o primeiro trimestre de 2021, estima-se que o PIB trimestral tenha decrescido entre 3,5% e 2,5% em relação ao quarto trimestre de 2020 e decrescido entre 5,6% e 4,6% em relação ao trimestre homólogo de 2020“, escrevem os economistas do ISEG na síntese de conjuntura de março divulgada esta terça-feira.

Esta estimativa encontra-se em linha com a de outras instituições. O Fórum para a Competitividade estima que o PIB vá cair entre 1 a 3% em cadeia e entre 3,5% a 5,5% em termos homólogos. Na última atualização das suas previsões em fevereiro, a Comissão Europeia estimou uma contração em cadeia do PIB português de 2,1% no primeiro trimestre, a maior entre os 27 Estados-membros.

Os economistas do ISEG consideram que “os dados dos indicadores quantitativos disponíveis para o primeiro trimestre sugerem um aprofundar da queda da atividade em janeiro e fevereiro, devido às restrições de atividade impostas pelo segundo confinamento, seguida de uma melhoria relativa em março, após o início do desconfinamento parcial, mas também devido ao efeito base do primeiro confinamento presente na comparação homóloga“.

A melhoria foi transversal a todos os setores, incluindo o comércio a retalho e os serviços, com os indicadores de clima e de sentimento económico a melhorar significativamente tanto em Portugal como na Zona Euro. Contudo, “no final do mês [de março] assistiu-se a um retrocesso nos processos de desconfinamento em alguns países que pode ter voltado a refrear as expectativas“, alerta o ISEG, repetindo um alerta feito pelo Fórum sobre o “enquadramento externo ambivalente”, pelos mesmos motivos.

Quanto à previsão anual, os economistas do grupo de análise económica remetem a revisão para o momento posterior à divulgação da estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE) para o primeiro trimestre deste ano. A última previsão do ISEG apontava para um crescimento entre 2,5% a 4,5% em 2021. As últimas previsões divulgadas também ficam dentro desse intervalo, com o Banco de Portugal a prever um crescimento do PIB de 3,9% e o Conselho das Finanças Públicas a apontar para os 3,3%.

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