J&J cai com travão à vacina nos EUA. Inflação pesa em Wall Street

No dia em que os Estados Unidos decidiram suspender a administração da vacina da J&J, a empresa perde mais de 2%, na praça norte-americana.

O S&P 500 arrancou a segunda sessão da semana ligeiramente acima da linha de água, ainda que condicionado pelos dados dos preços no consumidor dos Estados Unidos, que foram divulgados esta terça-feira. A Johnson&Johnson destaca-se, perdendo mais de 2%, no dia em que as autoridades federais de saúde norte-americanas recomendaram a suspensão da administração da vacina contra a Covid-19 desenvolvida por esta empresa.

O índice de referência em Wall Street, o S&P 500, arrancou a valorizar 0,05% para 4.130,10 pontos. Também no “verde”, o tecnológico Nasdaq avança 0,38% para 13.902,45 pontos. Já o industrial Dow Jones recua 0,07% para 33.721,16 pontos.

Os mercados norte-americanos estão a ser condicionados pelos dados conhecidos esta terça-feira relativamente aos preços no consumidor dos EUA, que subiram 0,6% em março, o maior aumento desde 2012. A maioria dos analistas antecipava um aumento de 0,5% em março, para uma inflação anual de 2,5%, mas os números agora divulgados superaram as projeções.

A marcar o arranque desta sessão está também a decisão das autoridades federais de saúde norte-americanas de suspender a administração da vacina contra a Covid-19 da Johnson&Johnson, depois de seis mulheres terem desenvolvido coágulos sanguíneos. Em reação, os títulos da J&J recuam 2,51% para 157,57 dólares.

A par disso, as cotadas ligadas ao setor do turismo (como empresas de cruzeiros, cadeias hoteleiras e transportadoras aéreas) estão também a registar perdas, já que estariam entre as que mais beneficiariam de uma reabertura da economia possibilidade pelo sucesso da vacinação contra o vírus pandémico. É o caso da American Airlines, cujos títulos recuam 5% para 21,77 dólares. Também as ações da Carnival Corp perdem 2,67% para 27,01 dólares, as da Royal Caribbean Cruises desvalorizam 3,29% para 84,20 dólares, as da United Airlines caem 3,31% para 54,30 dólares e as da Marriott Internacional Ince descem 1,82% para 146,63 dólares.

À Reuters, Ryan Detrik, estratega da LPL Financial, explica que a suspensão da vacina da J&J não é um grande obstáculo, isto é, deverá ter um “impacto mínimo” no desconfinamento, já que há duas outras vacinas a serem administradas à população. A propósito, os títulos da Pfizer valorizam agora 1% para 37,36 dólares e as da Moderna saltam 8,57% para 151,60 dólares. Estas são as duas empresas responsáveis pelas vacinas que continuarão a ser administradas.

Os investidores estão também expectantes quanto à época de resultados trimestrais, que se aproxima. Na quarta-feira, o Goldman Sachs, o JPMorgan e o Wells Fargo estreiam a época, apresentando os seus números relativos ao período entre janeiro e março de 2021. De acordo com a Reuters, os analistas esperam que os lucros das cotadas do S&P 500 aumentem 25%, face ao período homólogo. A confirmar-se, estaria em causa o melhor desempenho trimestral desde 2018.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

J&J cai com travão à vacina nos EUA. Inflação pesa em Wall Street

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião