Conheça os concelhos que avançam no desconfinamento, os 6 que estagnam e os 4 que andam para trás

São dez os municípios do país que não reúnem as condições necessárias para avançarem com a reabertura de atividades.

São dez os concelhos do país que ficam fora da terceira fase do desconfinamento. Depois da reunião do Conselho de Ministros, que teve lugar esta quinta-feira, António Costa anunciou que, dentro deste grupo, seis deles não reúnem as condições para avançar para a próxima fase, enquanto quatro deles irão mesmo recuar para a fase anterior.

Já se sabia, à partida, que podiam ser adotadas medidas diferentes para cada município, com o nível de incidência da doença em determinado concelho a determinar se este poderia prosseguir, ou não, com a reabertura. Ou seja, todos os municípios que se encontravam na zona laranja da chamada matriz de risco, por terem mais de 120 casos por 100 mil habitantes, estavam assim já em risco de ficarem “retidos” na segunda fase do plano.

Os mais recentes dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde, na passada sexta-feira, revelavam que eram 29 os concelhos que tinham uma incidência da Covid-19 superior a 120 casos por 100 mil habitantes. Em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o primeiro-ministro adiantou, no entanto, que os municípios que verão o seu desconfinamento sofrer alterações são apenas dez (eram 11, mas a Direção-Geral da Saúde corrigiu esta sexta-feira a incidência em Beja, que afinal avança no desconfinamento).

Certos concelhos terão, assim, de recuar para a fase anterior do plano de desconfinamento, pelo facto de terem, neste momento, uma incidência mais elevada, acima dos 240 casos por 100 mil habitantes. Nestas localizações, as esplanadas voltarão a encerrar, bem como os ginásios, os museus, os monumentos e as lojas até 200 m2. As feiras e mercados não alimentares serão proibidos, tal como as modalidades desportivas de baixo risco. Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, permite-se o funcionamento de comércio ao postigo, cabeleireiros, manicures, com marcação prévia, estabelecimentos de comércio de livros e suportes musicais, parques, jardins, espaços verdes e espaços de lazer e bibliotecas e arquivos. Neste momento, são quatro os municípios onde isso acontecerá:

  • Moura
  • Odemira
  • Portimão
  • Rio Maior

Mais seis irão ficar, agora, na segunda fase delineada pelo Governo, por manterem a incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes que foi registada há duas semanas. Ou seja, não poderão, por exemplo, proceder à abertura de salas de espetáculo, teatros e cinemas, nem passar a permitir consumidores dentro dos estabelecimentos do setor da restauração. São eles:

  • Alandroal
  • Albufeira
  • Carregal do Sal
  • Figueira da Foz
  • Marinha Grande
  • Penela

Porém, para além destes, António Costa destacou que outros 13 concelhos, “que estando pela primeira vez com taxa de incidência superior a 120 casos“, devem assim ter particular atenção sobre a forma como controlam pandemia. Estes são municípios que ficam, assim, em risco de avançarem em atualizações futuras, ainda que o façam neste momento. São eles:

  • Aljezur
  • Almeirim
  • Barrancos
  • Mêda
  • Miranda do Corvo
  • Miranda do Douro
  • Olhão
  • Paredes
  • Penalva do Castelo
  • Resende
  • Valongo
  • Vila Franca de Xira
  • Vila Nova de Famalicão

Todos os outros municípios não foram destacados nas declarações públicas de António Costa e prosseguem, assim, o plano de desconfinamento delineado sem qualquer limitação. No entanto, a retoma do ensino presencial para alunos do ensino secundário e superior é algo que se estenderá a todo o país, independentemente do nível de risco do concelho.

(Notícia atualizada às 11h03 com a retificação pela DGS de que Beja vai avançar no desconfinamento)

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