Deco: Bancos estão a dificultar soluções para famílias em risco

De acordo com Natália Nunes, as famílias têm-se deparado “com barreiras para encontrar soluções ou que sejam encontradas soluções para evitar o incumprimento” junto dos bancos.

Os bancos estão a dificultar soluções para que famílias em maior risco no pagamento do crédito evitem o incumprimento, denunciou esta terça-feira a responsável da Deco, Natália Nunes, no Parlamento.

A postura das instituições de crédito, ao longo do tempo, é de não abertura e de inflexibilidade para evitar o incumprimento”, declarou a coordenadora do Gabinete de Proteção Financeira da Deco. A responsável foi ouvida na comissão de orçamento e finanças sobre o projeto de lei do PCP sobre a extensão das moratórias.

De acordo com Natália Nunes, as famílias têm-se deparado “com barreiras para encontrar soluções ou que sejam encontradas soluções para evitar o incumprimento” junto dos bancos, uma situação que vem sendo relatada junto da Deco desde setembro passado, quando começaram a acabar as primeiras moratórias do crédito.

Para a responsável da associação de defesa do consumidor, o facto de uma família ter aderido à moratória representa só por si um “indício” de dificuldade e de perda de rendimento. Razão pela qual, considera, os bancos “estão obrigados a integrar as famílias que vêm das moratórias no PARI”. Este plano de ação para o risco de incumprimento determina que a instituição e o devedor, em dificuldade comprovada, deverão negociar no sentido de encontrar soluções para o risco de incumprimento.

Contudo, alertou Natália Nunes, as famílias não têm encontrado da parte dos bancos a “abertura” para encontrar soluções individuais para os seus casos.

Antes da audição da Deco, o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Faria de Oliveira, adiantou aos deputados que os bancos estão a acompanhar de forma muito atenta a situação dos clientes em maiores dificuldades. Catarina Cardoso, diretora-geral da APB, assegurou mesmo que o atual quadro do PARI “é suficiente para que as pessoas com dificuldades financeiras”.

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