Fundo Virgínia Coutinho para mulheres líderes em Moçambique

  • ECO
  • 21 Abril 2021

Virgínia Coutinho morreu no dia 20 de abril, vítima de cancro diagnosticado há poucas semanas. Fundadora da Lisbon Digital School, promoveu um fundo de apoio a mulheres líderes em Moçambique.

Virgínia Coutinho era considerada uma força da natureza. No dia 12, deixa uma mensagem na sua página de Facebook que foi um murro no estômago, a revelação de que lhe tinha sido diagnosticado um cancro raro e sem cura, mas isso não a impediu de trabalhar na criação de um fundo, através da Associação Girls Move, para apoiar uma nova geração de mulheres líderes em Moçambique. Virgínia Coutinho morreu esta terça-feira, dia 20.

Nas redes sociais, sucedem-se as homenagens a Virgínia Coutinho. Há dias, no Observador, José Crespo de Carvalho, do INDEG, deu visibilidade mediática ao drama da fundadora da Lisbon Digital School. “Se alguma coisa puder dizer sobre a Virgínia, é que ela é a pessoa certa para se falar em educação e em conhecimento. Ela é a pessoa certa para se falar no valor do trabalho. E no valor do trabalho orientado para a formação. O valor e a diferença que faz ter conhecimento. É isso que é o projeto da Virgínia”. O projeto que resultou, entre outras coisas, numa escola de marketing, em projetos digitais, em formação e conhecimento.

Nesse artigo, o presidente da comissão executiva do INDEG – ISCTE Executive Education, anunciou, nesse mesmo artigo, que instituiria um prémio Virgínia Coutinho para o melhor grupo da pós-graduação em applied digital marketing.

De acordo com a Meios & Publicidade, Virgínia Coutinho começou a sua carreira na área de branding, na agência Ivity Brand Corp, em 2009. Seguiu-se a marca EDP, onde fez parte da equipa de marca e comunicação. Passou pelas agências Stepvalue e Up Partner e, em 2014, mudou-se para o Brasil para se juntar à equipa da Socialbakers. Em 2017 regressou a Portugal e passou a ser formadora oficial da Google, no Programa Google Atelier Digital destinado a estudantes e profissionais. Fundou e organizou o evento Upload Lisboa. Foi também co-autora do livro Marketing Digital para Empresas. Virgínia Coutinho chegou a ser colunista do Meios & Publicidade, com uma crónica mensal dedicada ao Facebook”.

No post que partilhou no Facebook, “cancro Intra Hepático, nas vias biliares, estágio 4, sem cura”, Virgínia Coutinho deixou três pedidos:

  1. Dêem sangue. Sou dadora há imensos anos, mas não imaginam a gratidão que senti em cada transfusão (foram umas 6) que me foi feita, por alguém se ter predisposto a dar parte de si a quem precisa. As reservas estão baixas, não custa muito. Quem tiver a oportunidade de o fazer, mande-me fotos!! Vou adorar saber que “inspirei”;
  2. Não adiem os vossos exames de rotina. Tenho ecografias a todos os órgãos abdominais que tinha feito em fevereiro de 2020, e em março de 2021 é-me detectado um cancro, com um tumor de 11cm sem cura, e que não pára de crescer… Não descurem da vossa saúde;
  3. Aproveitem a vida. Dêem valor ao pouco que por vezes parece que têm…

Nota: Se quiser apoiar o fundo de apoio às mulheres líderes em Moçambique, um país pelo qual Virgínia Coutinho era apaixonada, pode contribuir para a Associação Girls Move Portugal através do IBAN: PT50003300004548587001605.

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