Um Mazda MX que não é o 5. O 30 é elétrico

A Mazda tirou mais uma “carta do baralho”. Lançou um MX que não é o 5, mas sim o 30. É um SUV elétrico com uma autonomia de 200 km.

Aos poucos, a eletrificação dos automóveis vai dando os seus passos. E está a ganhar força nos modelos preferidos de muitos condutores, os SUV. Há muito que as marcas combinam os motores a combustão com os elétricos, mas agora começam a prevalecer apenas os últimos. Ainda não há muitos, mas os que há mostram que têm argumentos para acelerar a transição energética nas estradas portuguesas.

Depois de modelos mais luxuosos, começam a chegar os SUV elétricos de gamas médias, mais em conta para os bolsos das famílias. Um desses vem de longe, da Ásia, mas de olhos postos no mercado da Europa. A Mazda, marca que tem uma verdadeira “armada” para desafiar este fervoroso mercado com modelos como o CX-3, o CX-5, mas também o CX-30, tirou mais uma “carta do baralho”. Lançou um MX que não é o 5, mas sim o 30. É elétrico.

A primeira investida da marca nipónica conta com um motor de 105 kW, equivalente a 143 cv, alimentado por uma bateria de 35,5 kWh. É um número que não impressiona, tendo em conta as potências anunciadas pelos vários modelos elétricos que existem já no mercado. Mas acaba por ser apenas um número, já que a conduzir o MX-30 não vai sentir que falta potência. Não é uma flecha na estrada, mas responde sempre com genica.

Traz um “ronco” elétrico de série

Não há a mínima hesitação na resposta ao mais pequeno toque no pedal do acelerador. Um pequeno toque tira rapidamente o MX-30 do sítio, ganhando velocidade com extrema facilidade… mas sem o silêncio habitual dos elétricos. É que para responder as “queixas” dos novos condutores de elétricos, a Mazda incluiu neste modelo um sistema de som que simula o som de um motor elétrico potente.

A sensação que se tem no MX-30 é a de um carro muito leve, com grande agilidade, que é o que se pretende para as deslocações do dia-a-dia. É foi exatamente a pensar nesses percursos mais curtos que a marca limitou a capacidade das baterias, resultando numa autonomia anunciada de 200 km, isto quando muitas fabricantes apontam para o dobro, triplo ou até mais. Chegam? Ao volante, obviamente que os quilómetros de autonomia no quadrante geram ansiedade. São poucos. Mas é uma autonomia bastante fiel. Andamos 1 km, perdemos 1 km, o que tranquiliza.

Quando a bateria começa a entrar em níveis mais críticos, é preciso parar para recarregar. “Atestar” demora cerca de 40 minutos se utilizar uma estação de carregamento rápido com uma potência máxima de carregamento de 50 kW. Se utilizar um carregador normal já vai ter de esperar um pouco mais: demora, no máximo, quatro horas e meia. Ou seja, deixar o carro estacionado à noite permite chegar a capacidade máxima da bateria.

Carregar dá tempo para desfrutar

Num posto rápido, o tempo de carga permite desfrutar do design, com a dianteira a seguir a linha do CX-30 em que há uma espécie de rasgo entre o capot e a grelha. Mas o SUV elétrico parece ter mais músculo, graças, em grande medida, as cavas das rodas de grandes dimensões, num modelo ao estilo Coupé em que a linha de tejadilho mergulha para albergar o óculo traseiro. O aileron é suportado por uma estrutura que assenta depois nós farolins, que parecem esculpidos na carroçaria.

Bem disfarçado no desenho deste modelo estão as duas portas para aceder a parte de trás do habitáculo. Depois dos “portões”, a Mazda aplicou ao MX-30 duas portas mais pequenas, que abrem ao contrário, permitindo aceder aos bancos traseiro onde a sensação é a de um espaço mais apertado. Quem viaja à frente, tem bons bancos, mas também um tablier com materiais de boa qualidade onde estão encaixados vários ecrãs: um grande por detrás do volante, outro maior numa posição central para o multimédia e outro mais abaixo, com os controlos da climatização. Fica atrás do seletor de marcha que está colocado numa posição elevada, flutuando sobre a zona de arrumos revestida a cortiça. É portuguesa, claro.

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