Concelhos que não avançaram no desconfinamento têm “tendência decrescente” da incidência da Covid

Os dez concelhos que regrediram ou não avançaram para a terceira fase de desconfinamento têm uma tendência “decrescente muito semelhante” da incidência, disse André Peralta Santos.

André Peralta Santos, da Direção-Geral da Saúde (DGS), assinala que os concelhos que não avançaram no desconfinamento mostram “tendência decrescente” da incidência da Covid-19, embora sublinhe que ainda seja difícil avaliar o “impacto direto” das medidas.

Em causa estão os seis concelhos (Alandroal, Albufeira, Carregal do Sal, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela) que ficaram a marcar passo na segunda fase de desconfinamento, por manterem a incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes, bem como outros quatros municípios (Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior), que por apresentarem uma incidência de Covid-19 mais elevada, acima dos 240 casos por 100 mil habitantes, regrediram para a primeira fase de desconfinamento.

“Ainda é muito cedo para percebermos o impacto direto das medidas, mas a sua monitorização é sempre relevante”, referiu André Peralta Santos, na reunião do Infarmed. Contudo, o perito da DGS, assinala que estes dez concelhos revelam uma incidência “decrescente muito semelhante”, sendo que “os que não avançaram estão com incidências na ordem dos 60 casos por 100 mil habitantes”.

Ao mesmo tempo, no que diz respeito aos concelhos que avançaram para a terceira fase de desconfinamento, que arrancou a 19 de abril, a incidência “prima pela estabilidade”, ao passo que no que toca aos 13 concelhos que seguiram também para esta fase, mas que foram alvo de um alerta por parte do primeiro-ministro por estarem pela primeira vez acima dos 120 casos por 100 mil habitantes, registaram nos primeiros dias “um ligeiro aumento da incidência e depois parecem já esboçar uma tendência decrescente”, sinalizou.

Dando alguns exemplos específicos, o especialista destacou que na última semana, houve “um crescimento na zona de Paredes, Paços de Ferreira e Penafiel” que causa alguma preocupação”. Por outro lado, disse que há uma boa noticia da inversão de tendência em Odemira, um dos concelhos que tinha regredido.

Em termos regionais, o Algarve que tinha tido “um pico muito expressivo” mostra agora uma tendência de diminuição, contudo, ainda superior à média nacional, ao passo que a incidência no Norte está a crescer, embora se mantenha abaixo dos 120 casos por 100 mil habitantes. Já, em linhas gerais no que toca a todo o território nacional, “nas últimas duas semanas houve tendência estável da incidência, o que é um bom sinal”, disse, acrescentando que “há alguma heterogeneidade no país”, com 22 concelhos com incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes, o que corresponde a 600 mil pessoas.

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