Groundforce sem condições para pagar subsídios de férias

Trabalhadores rejeitaram que Casimiro usasse dinheiro do fundo de pensões para os subsídios de férias. Apesar de estes estarem em risco, empresário garante que o mesmo não acontece com os salários.

Os trabalhadores da Groundforce poderão estar prestes a ficar novamente com remunerações em atraso. O conselho de administração da empresa de handling pretendia levantar três milhões de euros do fundo de pensões para pagar os subsídios de férias, mas a opção foi rejeitada pelos sindicatos e o presidente Alfredo Casimiro diz que, assim sendo, não há condições para pagar.

Perante a recusa pública de vários sindicatos em autorizar a utilização do excedente do fundo de pensões, no valor de 3 milhões de euros, para pagar o subsídio de férias aos trabalhadores da Groundforce, o presidente do conselho de administração da empresa, Alfredo Casimiro, informa que não haverá condições para o pagamento atempado do referido subsídio, não se prevendo quando o mesmo possa ser regularizado“.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes de Portugal (STTAMP) disse na quinta-feira que a administração tinha informado as estruturas sindicais de que pretendia usar o fundo de pensões para pagar salários. Casimiro esclareceu, mais tarde, que o objetivo era usar um “excedente” para pagar os subsídios de férias em final de junho, mas para isso precisava de autorização da Comissão de Trabalhadores e dos sindicatos.

Essa autorização não foi dada e o presidente (que é também o principal acionista) culpa os trabalhadores pelo potencial atraso. “Assim, os representantes sindicais que corroborem tal decisão serão os responsáveis perante os seus membros e perante todos os trabalhadores da Groundforce pelo atraso ou não pagamento do subsídio de férias”, diz o mesmo comunicado enviado esta sexta-feira.

Apesar de os subsídios de férias estarem em risco, o mesmo não acontece em relação aos salários, garante o empresário. As remunerações de abril já chegaram às contas dos 2.400 trabalhadores e a empresa tem liquidez para os próximos dois meses. “Além dos salários de maio, Alfredo Casimiro afirma que o pagamento dos salários de junho está garantido, desde que se confirme o número de voos previstos pela TAP, pelo Eurocontrol e pela IATA”, acrescenta.

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