Groundforce já pagou salários de abril e garante que há dinheiro para maio

Acionista privado explica que "gestão muito eficiente" do dinheiro em caixa e aumento do número de voos permitirá pagar salários e impostos tanto em abril como em maio.

A Groundforce já pagou os salários de abril aos trabalhadores e o acionista privado (e atualmente CEO) Alfredo Casimiro garante que as próximas remunerações também estão garantias. Após uma rutura de tesouraria que levou a atrasos nos pagamentos em março, a gestão da empresa de handling conseguiu desbloquear financiamento para dois meses, mas o próximo mês de maio não estava ainda assegurado.

“Temos salários pagos de abril e temos dinheiro para pagar salários de maio“, afirmou Alfredo Casimiro, em declarações ao ECO. Os trabalhadores confirmam que os pagamentos começaram a chegar às contas bancárias ainda nesta quarta-feira, sendo que a maioria dos funcionários de bancos diferentes deverão receber na quinta-feira.

Para conseguir responder às obrigações, “a Groundforce acumulou uma série de dívidas com fornecedores — não à TAP, mas a outros — e temos tesouraria. Temos feito uma gestão muito eficiente para conseguirmos pagar salários e impostos. Com o aumento do número de voos as coisas tendem a estabilizar”, revela.

O impacto da pandemia na aviação e na atividade impediu a empresa de pagar a horas os salários de fevereiro aos 2.400 trabalhadores. Após avanços e recuos nas negociações entre Governo e acionista para encontrar uma solução, a Groundforce e a TAP fecharam, no dia 19 de março, uma operação de venda de todos equipamentos da primeira à segunda, o que permitiu desbloquear sete milhões de euros.

Estes equipamentos passaram a ser alugados à empresa de handling para manter a atividade, por 461.762 euros mensais (mais IVA). O primeiro pagamento deveria ser feito dia 30 de abril, mas a Groundforce pediu à TAP a anulação deste contrato por ser “inválido”, de acordo com o patrão da empresa.

“O conselho fiscal e os auditores da empresa — a Deloitte — consideraram o acordo inválido porque o mesmo retirava toda a capacidade de operação da empresa e, como foi considerado inválido, somos obrigados por lei a reverter opções que tínhamos tomado”, explica Casimiro (que detém 50,1% da Groundforce através da Pasogal, sendo os restantes 49,9% detidos pela TAP).

O dono da Pasogal espera agora que o acordo seja anulado e renegociado. Quanto ao dinheiro, terá de ser devolvido. “Obviamente que a empresa não está capitalizada para os devolver já, mas tem condições para pedir um plano de pagamentos”, refere o empresário, que acumula atualmente funções de CEO da empresa após a recente saída de Paulo Leite.

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