BRANDS' PESSOAS Planear para gerir recursos humanos em ambiente de constante mudança

  • PESSOAS + EY
  • 3 Maio 2021

Eliana Canteiro, Senior Manager EY, People Advisory Services, fala das ferramentas que colaboradores e empresas devem usar para gerir processos de mudança.

A gestão de recursos humanos (RH) é um tema bastante amplo, complexo, e desafiante exatamente porque trata de pessoas. As pessoas são por natureza complexas e diferentes umas das outras e na sua interação, no seu dia-a-dia, acabam por gerar situações e ideias que, combinadas com a estrutura e dinâmica das organizações, podem levar ao que designamos de mudança.

Uma das maiores capacidades reconhecidas no ser humano tem a ver com a sua capacidade de adaptação à mudança: a novas culturas, ao clima em geografias diferentes, a novos métodos de trabalho, etc. O ser humano pode reagir à mudança de forma diferente e isto, ao acontecer num ambiente profissional pode ter consequências diversas e imprevisíveis e nem sempre alinhadas aos objetivos da organização. É neste sentido que devemos programar e gerir tanto quanto possível, a mudança.

Hoje, mais do que nunca, vivemos a mudança e sentimos a necessidade de nos adaptarmos aos mais diversos níveis. A gestão e a adaptação à mudança são designações de competências e aptidões bem conhecidas, aplicadas historicamente em testes comportamentais e em programas de formação cujos perfis variam de acordo com a natureza e complexidade da função que desempenhamos na organização.

Com a evolução do contexto externo e com os últimos acontecimentos que levaram à pandemia provocada pela COVID-19, a atenção para estas competências, por parte das empresas, torna-se fundamental. As pessoas passaram a ter que demonstrar muito rapidamente que se conseguem adaptar e responder rapidamente aos novos desafios e às novas formas de trabalho impostas.

"Sugerimos que os gestores de recursos humanos pensem na organização como um ser vivo e em constante mutação. Neste cenário, assumimos que trabalhamos com mais variáveis e menos constantes fazendo do planeamento uma tarefa de rotina e contínua. Criamos assim um roteiro de trabalho que nos poderá orientar nas nossas tarefas diárias e a atingir os nossos objetivos.”

Eliana Canteiro

Senior Manager EY, People Advisory Services

Qual o conhecimento efetivo que as empresas têm sobre a capacidade de adaptação à mudança dos seus colaboradores? Será que estas competências têm vindo a ser testadas corretamente? Ou obrigamo-nos hoje a testar estas competências, em nós e nos outros, por força das consequências da pandemia pela qual estamos todos a passar? Hoje talvez precisemos todos de ser proficientes e de saber gerir a mudança ainda que a níveis de complexidade diferentes.

Hoje podemos dizer que, mesmo que imprevistas, as mudanças são uma constante. Ainda que não sejam reconhecidas como tal, somos chamados a ter uma consciência virada para a gestão permanente de processos de mudança. Já não chega termos a aptidão ou aprimorarmos o comportamento. Devemos munir-nos de ferramentas essenciais para nos apoiarem nesta tarefa e nesta realidade.

A principal ferramenta que nos vai apoiar na gestão da mudança é certamente o plano. É agora que, paralelamente aos planos estratégicos, aos planos de reestruturação e de reorganização, que por natureza se aplicam em períodos mais calmos, devemos assumir a necessidade dos planos de gestão da mudança. Devemos também saber utilizá-los da forma mais eficiente. Os planos não são estáticos, são pelo contrário, dinâmicos e se forem bem utilizados, vão permitir que ajustemos as nossas acções futuras sempre que necessário, ou seja, sempre que uma nova variável ocorra ou que alguma existente, mude.

Sugerimos que os gestores de recursos humanos pensem na organização como um ser vivo e em constante mutação. Neste cenário, assumimos que trabalhamos com mais variáveis e menos constantes fazendo do planeamento uma tarefa de rotina e contínua. Criamos assim um roteiro de trabalho que nos poderá orientar nas nossas tarefas diárias e a atingir os nossos objetivos.

Como tudo, este plano deve ser pensado, estruturado e preparado de acordo com a dinâmica da organização e da natureza da sua atividade. Tal como uma máquina que é construída com um propósito, montada e colocada em funcionamento. Assim que ela começa a trabalhar, temos de ir controlando o seu desempenho e verificando a qualidade dos produtos. A ação sobre esta máquina é de controlo e manutenção para que nada interrompa o seu funcionamento.

Tal como com o plano de gestão da mudança que, uma vez desenhado e tendo corpo, a sua implementação é contínua. Ao acompanharmos a implementação do plano de gestão da mudança, vamos estar a acompanhar os nossos recursos humanos, a identificar as suas necessidades e as necessidades da organização. Vamos conseguir identificar nós de estrangulamento ou constrangimentos e conseguir agir em tempo real. Uma máquina bem oleada pode ser a chave do sucesso, em tempos de mudança contínua e rápida.

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