“Não estamos zangados” com o PS. Bloco aberto a discutir OE 2022

A líder do Bloco de Esquerda diz que o importante é que não ter um "mau Orçamento do Estado".

Após António Costa ter dito que há quem se reconcilie depois de um divórcio, a líder do Bloco de Esquerda diz que não existe uma zanga entre os dois partidos e que continua aberta a negociar, nomeadamente para o Orçamento do Estado para 2022 (OE 2022). Porém, avisa que não passará “cheques em branco” sobre os investimentos com o dinheiro europeu e que não cede a “chantagens” com a ameaça de crise política.

Questionada sobre se o Bloco poderia reconciliar-se com o PS, em entrevista à Antena 1 esta segunda-feira, Catarina Martins respondeu que “não é uma questão de reconciliação porque não estamos zangados“. “Estamos abertos a discutir soluções como sempre estivemos”, garantiu, avisando que não passará “cheques em branco” para o Governo, em específico no que toca aos investimentos com dinheiro europeu. A líder do Bloco diz que no passado esses investimentos serviram para “produzir ricos” em Portugal, mas não riqueza.

A ideia de que a política é um exercício permanente de chantagem parece-me particularmente errada“, avisa, afirmando que o Bloco de Esquerda está disponível para construir “soluções” maioritárias. “O que eu receio é um mau Orçamento do Estado”, diz, notando que “há uma diferença entre ter um Serviço Nacional de Saúde mais forte ou mais fraco” ou entre ter ou não um “apoio social que permita que o país não entre numa tragédia social”. Ou seja, Catarina Martins diz que não há linhas vermelhas, mas “tem de haver soluções” para os problemas que identificam no país.

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