Depois da pandemia, há ainda menos casas até 100 mil euros em Portugal

Se em fevereiro de 2020 6,2% de todas as casas anunciadas no Idealista custavam até 100 mil euros, em março deste ano essa percentagem foi menor: 5,8%.

Nem a pandemia fez descer os preços das casas, embora muitos o esperassem. Pelo contrário: os preços subiram, embora a um ritmo mais lento do que nos demais anos. Essa tendência de aumento é também notada na quantidade de casas que estão à venda no mercado a menos de 100 mil euros. Um estudo do Idealista perceber que a oferta destes imóveis não aumentou com a pandemia. Pelo contrário, até caiu.

Em fevereiro do ano passado, com a pandemia a preparar-se para dar os primeiros passos no país, 6,2% das casas colocadas à venda no portal Idealista custavam menos de 100 mil euros. Em março deste ano, essa percentagem caiu para 5,8%. “A oferta de casas em Portugal por menos de 100 mil euros não aumentou com a pandemia, não se tendo verificado um aumento, pelo menos de forma tão massiva como se poderia esperar”, diz a empresa.

Numa análise regional, em Lisboa, o número de casas à venda abaixo de 100 mil euros “manteve-se inalterado” durante este último ano, representando 0,2% do total. Se ampliarmos o intervalo de preços até aos 200 mil euros, verifica-se que na capital as casas por menos de 100 mil euros representavam 10% de toda a oferta disponível em fevereiro de 2020. Já em março de 2021 representava 10,1%.

Subindo até ao Porto, estas casas representavam 1,2% do total antes da pandemia, tendo o número baixado para 1% em março deste ano. Subindo o intervalo de preços até aos 200.000 euros, a invicta tinha 30,2% das casas abaixo desse valor em fevereiro de 2020 e 29,4% em março deste ano.

Ainda entre as cidades portuguesas mais caras para comprar casa, o estudo concluiu que, no Funchal, as casas abaixo de 100 mil euros passaram de 24,3% do total em 2020 para 21,8% em março de 2021. O mesmo aconteceu, por exemplo, em Faro (de 21% para 18,4%). Já em Aveiro e Coimbra, por exemplo, o número aumentou: de 43,5% para 44,3% e de 44,5% para 45,2%, respetivamente.

A percentagem de casas à venda por menos de 100 mil euros diminuiu em 14 capitais de distrito, com Leiria a ser aquela onde a oferta mais desceu: 20,9% em 2020 para 17% em 2021. Seguem-se Viana do Castelo (16,4% a 13,6%), Guarda (47,8% a 45,5%), Braga (10,4% a 8,2%) e Vila Real (24,7% a 22,6%).

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