Áustria junta-se à Alemanha ao proibir viagens do Reino Unido com receio da variante indiana

França também já deixou o aviso ao Reino Unido. Variante indiana já se tornou dominante em várias zonas do Reino Unido. Portugal mantém as regras até agora definidas.

Primeiro foi a Alemanha, agora Áustria e também França já deu o aviso. Os países estão preocupados com o crescimento da variante indiana no Reino Unido e por isso começam a restringir as visitas de turistas britânicos. Por outro lado, Portugal mantém as regras que se aplicavam: a necessidade de um teste negativo à chegada.

O governo de Angela Merkel voltou a proibir a entrada na Alemanha de viajantes provenientes do Reino Unido, depois de declarar no sábado o território britânico como zona de mutação de variantes da Covid-19. Só podem entrar na Alemanha cidadãos alemães que regressem do Reino Unido. O regresso da proibição de visita de britânicos deve-se principalmente ao crescimento da variante detetada na Índia e que se encontra em transmissão comunitária ativa em solo britânico.

Seguiu-se a Áustria. Segundo o Ministério das Relações Externas, a partir desta terça-feira o Reino Unido está na mesma lista que o Brasil, a Índia e a África do Sul. A regra não entra em vigor de imediato, mas a partir de 1 de junho, todos os viajantes provenientes do Reino Unido estão proibidos de entrar em território austríaco. A exceção, tal como na Alemanha, é o regresso de cidadãos austríacos e também viagens de negócios. Para estes será necessário um teste PCR negativo e deverão estar também em quarentena durante dez dias.

Também em França os turistas britânicos podem enfrentar mais restrições. Segundo disse o ministro das Relações Externas de França, Jean-Yves Le Drian, à estação televisiva RTL, o Reino Unido não irá parar à “lista vermelha” francesa, mas poderá enfrentar “medidas sanitárias um pouco mais duras”, ou até ser criado uma categoria própria para o país. Isto porque “a chegada da variante indiana é um problema“, reconheceu o governante.

A variante do vírus SARS-CoV-2 detetada na Índia já se tornou a mutação dominante em algumas áreas no Reino Unido, segundo a agência britânica de Segurança Sanitária. Esta estirpe é considerada pelos virologistas como particularmente agressiva e contra a qual é provável que a proteção da vacina seja inferior.

Apesar das restrições recentemente anunciadas nestes países e do crescimento da variante indiana, Portugal mantém as regras como estão, como disse esta terça-feira o primeiro-ministro. António Costa falava aos jornalistas em Bruxelas, após reunião do Conselho Europeu, quando disse que as restrições aplicadas nos outros países nada tinham a ver com as restrições portuguesas. Por isso, recordou que os britânicos também têm uma restrição para entrar em Portugal – a necessidade de um teste PCR negativo feito até 72 horas antes – e que assim se irá manter.

De recordar que daqui a quatro dias é jogada a final da Liga dos Campeões no Porto entre duas equipas inglesas. Esse jogo, conforme anunciado esta terça-feira, terá 16.500 espetadores nas bancadas do Dragão, muitos deles ingleses. Ainda antes da venda de bilhetes as reservas para o Porto a tinham aumentado com o anúncio da final, nomeadamente entre britânicos.

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