Falências e novas empresas caem em Portugal, em contraciclo com UE

O número de falências e de registos de novas empresas na União Europeia aumentou no primeiro trimestre do ano. Já em Portugal, a tendência foi de queda.

As falências declaradas de empresas da União Europeia (UE) aumentaram 5,8% no primeiro trimestre deste ano, comparando com o trimestre anterior, segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo Eurostat. Já as novas empresas apenas subiram 0,3%, numa altura marcada ainda pelo impacto da pandemia dos Estados-membros. Portugal está em contraciclo, registando um recuo tanto nas novas empresas como naquelas que faliram.

Portugal encontra-se entre os países que registam as maiores quedas nos registos de novas empresas, no primeiro trimestre de 2021 face ao quarto trimestre de 2020, com uma redução de 14,9%. Já Lituânia (+16,2%), Bulgária (+12,0%) e Itália (+6,0%) contam com os maiores aumentos, entre os países para os quais há dados disponíveis.

No que diz respeito às falências, a extinção de empresas em Portugal caiu no primeiro trimestre, 8,9%, face aos últimos três meses de 2020. Quanto aos restantes países, os maiores aumentos nas declarações de falência foram observados na Roménia (+72,1%), Polónia (+16,6%) e Espanha (+16,2%).

Os aumentos são mais expressivos quando comparados com o mesmo período do ano anterior, fase em que o impacto da pandemia era ainda reduzido. O número de registos de novas empresas na UE aumentou 11,8% no primeiro trimestre de 2021 em comparação com o ano passado, adianta o gabinete de estatísticas da UE.

Por outro lado, o número de falências declaradas nos Estados-membros da UE, ajustados sazonalmente, aumentou 7,3% no primeiro trimestre deste ano, comparativamente com o mesmo período do ano anterior.

Já olhando para a Zona Euro, os registos de empresas diminuíram 0,1% até março, em comparação com o quarto trimestre de 2020, enquanto as falências aumentaram 1,8%.

Apesar de ainda não ter disponíveis dados para todos os Estados-membros, o Eurostat sinaliza que “o número relativamente baixo de falências em muitos países pode ser explicado pelas medidas governamentais de apoio às empresas durante a crise, que podem ter permitido que empresas que, de outra forma, teriam declarado falência continuassem as suas atividades”.

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