Rio admite que “é muito difícil conseguir uma maioria absoluta em Portugal”

O presidente do PSD admite que, com a atual fragmentação a política portuguesa, "é muito difícil conseguir uma maioria absoluta em Portugal".

Nem à direita nem à esquerda, o PSD mantém-se no centro político em Portugal, mas disponível para “liderar um movimento mais alargado que possa levar ao poder”. Esta foi a mensagem deixada pelo líder da oposição após uma visita à capital do móvel, em Lisboa, em que admitiu que “é muito difícil conseguir uma maioria absoluta” em Portugal por causa da “fragmentação partidária” que existe.

Para o líder do PSD o partido “não precisa de nenhuma deriva à direita ou à esquerda para governar“. “O PSD tem de estar no seu posicionamento e estar capaz de poder liderar um movimento mais alargado que possa levar ao poder”, disse Rui Rio, em declarações transmitidas pela RTP3, argumentando que “o PSD para ser poder não tem de deslocar-se nem para a esquerda nem para a direita”.

Esta tinha sido a mensagem deixada no discurso de encerramento da convenção do Movimento Europa e Liberdade em que disse a uma plateia de personalidades da direita portuguesa que o “PSD não é um partido de direita“. Aliás, no arranque do discurso começou por referir que, se a convenção tivesse sido intitulado de “Congresso das Direitas”, ele próprio teria sido “barrado à entrada”.

Rui Rio defende que, mantendo-se no centro político, os social-democratas têm “é de ter a abertura suficiente para conseguir liderar um movimento para lá de si próprio porque hoje em dia, seja para o PSD seja para o PS, é muito difícil conseguir uma maioria absoluta”. E relembrou que “poucas se conseguiram” no passado, mas agora com a “fragmentação partidária” ainda mais “difícil” é chegar à maioria absoluta “sozinhos”. “Temos de estar abertos”, admitiu.

O líder do PSD recusou a ideia de que está “isolado” à direita, perante as críticas que lhe fazem de má oposição: “A diferença de potencial eleitorado e de votos é brutal” face aos outros partidos da direita, respondeu.

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