Distância, máscara e pessoas à mesa. Estas são as novas regras que especialistas sugerem para os restaurantes

Frequentar restaurantes sem restrições ao número de pessoas à volta de uma mesa já está no horizonte. Veja as novas fases de evolução das medidas sugerida pelos especialistas.

Os especialistas sugeriram aumentar o gradualismo do desconfinamento em Portugal. Na habitual reunião no Infarmed, Raquel Duarte, investigadora do Instituto de Saúde Pública do Porto e uma das autoras do plano, sugeriu introduzir três novas fases definidas de C (com mais restrições) a A (com menos limitações) que vão ter implicações nas regras a aplicar na restauração.

O plano de desconfinamento passo a passo tem como regras gerais a promoção da testagem de forma alargada, o recurso à máscara e à higienização e uma “importantíssima” aposta na ventilação.

Apesar de privilegiarem as atividades ao ar livre, a utilização de estabelecimentos de comércio, hotelaria ou restauração já é possível e de acordo com as novas fases será introduzido um novo gradualismo, nomeadamente no número de pessoas que a sentar à mesa.

De acordo com Raquel Duarte, as regras que se aplicam aos restaurantes nesta proposta são:

  • Manutenção de “forma estrita” das regras gerais de higienização atualmente aplicáveis;
  • Pessoas devem estar sentadas à mesa, ou seja, não havendo consumo em pé;
  • Distanciamento de dois metros entre as mesas;
  • Definição do número de pessoas por metro quadrado;
  • Uso de máscara obrigatório exceto durante a refeição e
  • Privilegiar espaços abertos.

A última regra implica que o número de pessoas por mesa vá sendo ajustado ao longo das várias fases. Na categoria C, seriam seis pessoas no interior do restaurante e 15 no exterior, enquanto na B já poderiam juntar-se oito cadeiras dentro do estabelecimento e 20 fora. Por fim, na categoria não haveria restrições ao número de pessoas, passando a aplicar-se apenas as medidas gerais.

A investigadora alertou que as pessoas vão estar mais desconfinadas porque querem compensar os meses em que estiveram fechadas, um fator que é preciso ter em conta. Apelou, por isso, à melhoria na estratégia de comunicação de crise à população e recomendou “bons exemplos” que “tornam mais fácil a adesão às medidas de prevenção adequadas”, como é o caso de dispensadores de desinfetante, linhas marcadoras do distanciamento ou a aplicação Info Praia sobre a afluência às praias.

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