Marcelo quer equilíbrio entre “vida e saúde” e a “economia e sociedade”

"Estamos num momento de transição e de viragem em que é importante a vida e saúde, mas é importante a economia e sociedade", disse o Presidente da República.

O Presidente da República avisa que a Europa está num “momento de transição” e de “viragem”, em que é importante haver um equilíbrio entre “vida e a saúde”, mas também da “economia e da sociedade”.

“Estamos num momento de transição e de viragem em que é importante a vida e saúde, mas é importante a economia e sociedade”, sinalizou Marcelo Rebelo de Sousa, durante uma visita de Estado à Eslovénia, em declarações transmitidas pelas televisões.

Nesse sentido, o Presidente da República assinalou que “os portugueses e os europeus” esperam agora o “arranque da economia” nos diversos setores, como o turismo e os serviços, mas também “o arranque da vida pessoal“. “Cada cidadão pensa na vida pessoal, familiar, que ficou sacrificada e congelada durante mais de um ano”, apontou.

Ao mesmo tempo, o Chefe de Estado sublinhou que “nenhuma outra crise foi igual a esta”, acrescentando ainda que a saída da crise é uma “saída também difícil”, já que que não se retoma a economia e a vida pessoal “como se não houvesse nada pelo meio. Não há isso nas empresas, não há isso nas economias, não há isso nas escolas, não há isso na vida das pessoas”, sublinha.

Por fim, Marcelo Rebelo de Sousa destaca que “uma melhor Europa e uma melhor vida para milhões e milhões de europeusdependerá da “aprovação logo que possível” dos planos de recuperação e resiliência “que estejam em condições de ser aprovados”, da “libertação dos fundos” europeus, que permitirão um “arranque mais rápido da economia”. “Passa pelos reequilíbrios da sociedade, por perspetivas e sonhos do futuro”, afirmou, acrescentando que “as crises sacrificam os mais pobres, os mais excluídos” que nesta fase não podem ser esquecidos.

Num balanço sobre a Presidência Portuguesa da União Europeia, Marcelo Rebelo de Sousa considera que foi “difícil” devido aos obstáculos criados pela pandemia, mas que Portugal contribuiu para “dar passos importantes” na criação de “condições económicas, financeiras e sociais para o futuro”. “Criámos condições de estabilidade, criamos condições de entendimento institucional, remámos todos na mesma direção”, sinalizou. “Não apagámos a democracia, não apagámos as diferenças, mas soubemos distinguir o que era os desafios na nossa presidência do que eram os problemas no dia-a-dia na vida económica, social e politica”, concluiu.

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