BRANDS' PESSOAS O contributo das práticas de GRH na Gestão do Conhecimento Organizacional

  • PESSOAS + EY
  • 5 Julho 2021

Edilvado João, Consultant EY, People Advisory Services, fala de que forma as práticas de gestão de recursos humanos podem contribuir para a Gestão do Conhecimento Organizacional.

De acordo com o relatório da OCDE (2014), relativo ao Fórum Global sobre a Economia do Conhecimento, não existem dúvidas de que estamos a viver a era da economia baseada no conhecimento. Já os autores Ragab & Arisha (2013) sublinham que o conhecimento é a moeda da economia atual, um recurso valioso para as organizações e chave para a criação de vantagem competitiva sustentável. Na verdade, o conhecimento desempenha um papel fundamental para o alcance da vantagem competitiva sustentável, quer para as organizações como para as próprias nações.

A firmação do conhecimento como fonte de vantagem competitiva deu origem ao aparecimento de um campo de estudo novo, a Gestão do Conhecimento Organizacional (GCO).

Os estudos da Teleos (MAKE – Most Admired Knowledge Enterprise) premiam as empresas que mais se destacam na área da GCO nas várias geografias. A edição de 2017 do MAKE destaca algumas empresas de renome como a Apple, Facebook, GE, Google e IBM. As empresas são avaliadas em determinadas dimensões como a criação de culturas organizacionais orientadas para o conhecimento, o desenvolvimento de trabalhadores e líderes do conhecimento, inovação, maximização do capital intelectual da empresa, gestão do conhecimento possuído pelos clientes, transformação do conhecimento organizacional em valor para o cliente, colaboração, partilha de conhecimento na organização e aposta na aprendizagem organizacional.

Já a edição do Europe MAKE do mesmo ano, avaliando as mesmas dimensões, premiou empresas como Lego, Siemens, SAP, entre outras.

Outro estudo relevante é o da Knowman, consultora que realiza estudos sobre as estratégias de GC nas organizações portuguesas e espanholas. O estudo de 2019, no qual participaram 114 empresas portuguesas e 39 empresas espanholas, que operam em diversos setores, revela que 98 das empresas inquiridas admitiram estar minimamente despertas para a GCO.

De uma forma global, os resultados do estudo, à semelhança dos anos anteriores, demonstram que ainda há muito por fazer para que as empresas passem a adotar estratégias efetivas de GCO nas duas geografias. No entanto, 46% das empresas inquiridas em Portugal revelaram que têm visto a GCO a ajudar na otimização dos seus processos organizacionais.

"A Gestão do Conhecimento Organizacional tornou-se um fator diferenciador para as organizações que pretendem alcançar a vantagem competitiva sustentada”

Edilvado João

Consultant EY, People Advisory Services

A literatura sobre a GCO e Gestão de Recursos Humanos (GRH) apresenta vários estudos empíricos, que analisaram o relacionamento entre estas duas áreas.

As práticas de gestão de recursos humanos podem contribuir para a GCO, de forma prática, de diferentes formas:

  • O R&S contribuem para a GC, sobretudo no processo de aquisição de conhecimento chave para as organizações;
  • A socialização contribui significativamente para a partilha e criação de conhecimento;
  • A retenção contribui para o “armazenamento” do conhecimento chave para a organização;
  • A existência de planos de recompensas atrativos, a formação, a avaliação de desempenho, a motivação e a comunicação facilitam a criação e partilha de conhecimento nas organizações;
  • O desenvolvimento do trabalho em equipa encoraja e facilita a partilha do conhecimento, criando valor acrescentado para o cliente;
  • A criação de culturas organizacionais orientadas para os resultados têm um efeito positivo nos colaboradores, relativamente aos processos de criação, partilha e utilização do conhecimento;
  • A adoção das TIC´s tem um impacto bastante significativo nos processos de partilha, criação e armazenamento de conhecimento;

A GCO tornou-se um fator diferenciador para as organizações que pretendem alcançar a vantagem competitiva sustentada. Neste sentido, as práticas de gestão de recursos humanos podem desempenhar um papel fundamental, contribuindo para a eficácia dos Processos e Práticas da GCO e, consequentemente, para a eficácia das organizações.

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