Informação “lenta, obsoleta” e até “enganadora”. PSD quer mudar matriz de risco da Covid-19

O PSD sugere adotar como indicador da matriz de risco a incidência média, a sete dias, e incluir fatores de ponderação como a cobertura vacinal e a taxa de positividade.

O PSD junta-se ao coro de vozes que tem vindo a apelar por uma mudança na matriz de risco da Covid-19. O grupo parlamentar social-democrata avançou com um requerimento que pede ao Governo que “adote o indicador de reação rápida na matriz de risco, recorrendo a média de incidência a sete dias, e que considere indicadores para ponderação no cálculo do risco”.

Para os deputados social-democratas, “tornou-se evidente que o índice de incidência a 14 dias, que é atualmente utilizado na Matriz de Risco como apoio de tomada de decisão, está neste momento a prover uma informação lenta, obsoleta e que acaba por se transformar inútil e enganadora”, sinalizam, no documento.

As recomendações do PSD passam por adotar como indicador da matriz de risco a incidência média a sete dias, substituindo-o pelo atual indicador de incidência média a 14 dias.

O partido sugere também criar “fatores de ponderação, com base científica, relativamente a outros indicadores, a saber, cobertura vacinal, taxa de positividade e número de casos sem ligação epidemiológica, por concelho ou, no limite, por região, e que tenham impacto direto e objetivo no cálculo do risco obtido pela matriz”.

Para além disso, os deputados social-democratas recomendam ao Governo que “atue de forma rápida em resposta à informação existente, tentado antecipar, através do rastreamento, e de forma preventiva, a limitação da propagação”.

De sublinhar que estas medidas surgem num dia em que a matriz sofreu uma ligeira alteração, tendo sido alargada a escala. Isto já que a incidência está tão elevada que foi necessário um novo limite, para permitir a visualização dos pontos que marcam a incidência em função do risco de transmissibilidade.

Portugal continental tem agora, segundo os dados mais recentes da Direção-Geral de Saúde, uma incidência média de 254,8 casos por 100 mil habitantes e um risco de transmissibilidade (Rt) de 1,2. A média nacional — isto é, incluindo as regiões autónomas — é ligeiramente mais baixa, de 247,3 casos por 100 mil habitantes, mas o Rt fixa-se igualmente em 1,2.

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